Ibovespa sobe 1% e encerra agosto perto da estabilidade; dólar recua a R$ 5,19

O principal índice da B3 fechou aos 177.419 pontos, mantendo praticamente o mesmo patamar do início do mês; Petrobras (PETR4) sobe 3,38% com a alta do petróleo

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Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) fechou em alta nesta segunda-feira (31), na contramão da queda em Wall Street, sustentado pela redução da vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais.

O principal índice da B3 avançou 1,00%, aos 177.419 pontos, o patamar mais alto desde o início de agosto. Após um período de intensa volatilidade, o Ibovespa ficou praticamente estável no mês, com queda de 0,33%.

O dólar, por sua vez, caiu 0,12% nesta segunda, cotado a R$ 5,1866, entre as divisas emergentes de melhor desempenho da sessão, segundo a Bloomberg News. No acumulado do mês, a moeda americana subiu 2,19% frente ao real.

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A sessão desta segunda foi marca pela divulgação de novas pesquisas eleitorais indicando um cenário misto. A AtlasIntel mostrou recuo da diferença entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para 4,5 pontos percentuais, ante cerca de 6 pontos na pesquisa anterior, enquanto o levantamento BTG Pactual/Nexus manteve estabilidade na vantagem de 1 ponto do atual presidente.

A leitura entre analistas consultados pela Bloomberg News é a de que o cenário eleitoral e as perspectivas para a agenda econômica dominam o comportamento dos ativos domésticos no momento.

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A Petrobras (PETR4) foi a principal influência positiva do Ibovespa, com alta de 3,38% acompanhando a valorização do petróleo.

O Brent avançou 1,25%, aos US$ 90,76 o barril, após Estados Unidos e Irã trocarem ataques pela primeira vez em cerca de um mês. Forças americanas atingiram uma ilha no Estreito de Ormuz, e o Irã respondeu com ataques aos Emirados Árabes Unidos e à Jordânia.

O episódio frustrou expectativas de normalização do tráfego pelo estreito e reforçou apostas de que o Federal Reserve terá menos espaço para cortar juros, dado o efeito inflacionário de preços de energia mais altos.

Ações do setor financeiro no Brasil também estiveram entre os principais ganhos setoriais do dia. O Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 0,84% e o Banco do Brasil (BBAS3) teve ganhos de 2,83%.

Fora do Ibovespa, a Casas Bahia (BHIA3) disparou 65% depois de a varejista obter da Justiça a antecipação da suspensão de ações e execuções contra o grupo por 180 dias, válida até fevereiro de 2027.

A companhia pediu recuperação judicial em agosto para renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas, após reportar prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre — a decisão da Justiça é vista como um passo para preservar caixa e operação da empresa durante a reestruturação.

Cyrela (CYRE3) avançou 5,52% após encerrar o memorando de entendimento para venda de ativos com a TRX.

Enquanto isso, a Natura (NTCO3) fechou estável depois de o conselho de administração eleger Alessandro Carlucci como novo CEO a partir de 1º de outubro, no lugar de João Paulo Ferreira, que encerra um ciclo de dez anos à frente da companhia; Fábio Barbosa retorna à presidência do conselho a partir de 29 de agosto.

Na ponta negativa, Vale (VALE3) recuou 0,93%, em meio à movimentação do minério de ferro em Singapura.

No exterior, o ambiente foi mais adverso aos ativos de risco. O S&P 500 caiu 0,3%, o Dow Jones recuou 0,7% e o Nasdaq 100 ficou praticamente estável.

O rendimento dos Treasuries de 10 anos subiu para o maior patamar desde janeiro de 2025, a 4,76%, com o avanço do petróleo alimentando temores inflacionários.

O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, reiterou o compromisso de reduzir a inflação, e o mercado já vê como mais provável uma alta de juros em setembro do que uma manutenção. Investidores aguardam a divulgação do payroll de agosto, na sexta-feira, como dado decisivo para essa trajetória.

— Com informações da Bloomberg News

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