Ibovespa sobe 6,3% em agosto e atinge patamar recorde; dólar fecha mês cotado a R$ 5,42

Último pregão do mês foi de alta para bolsa e dólar em meio a cenário político doméstico e dados de preços ao consumidor nos EUA, que veio em linha com o esperado

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Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) fechou o mês de agosto com alta acumulada de 6,28%, com alta de 2,50% apenas na última semana do mês.

O principal índice da B3 subiu 0,26% nesta sexta-feira (29), aos 141.422 pontos – um novo recorde nominal de pontuação, com os investidores ainda de olho nas movimentações sobre as eleições de 2026.

Na véspera, uma pesquisa realizada pela AtlasIntel para a Bloomberg News mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atrás do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com 48,4% a 46,6% em um hipotético segundo turno nas eleições presidenciais de 2026.

Os investidores também acompanham a notícia de que o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o início de um processo de retaliação contra as tarifas de 50% impostas por Donald Trump, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin.

A Câmara de Comércio Exterior do Brasil tem até 30 dias para analisar as medidas dos EUA e determinar se elas se enquadram na lei de reciprocidade aprovada pelo Congresso no início deste ano.

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No cenário externo, as bolsas passaram por uma liquidação nas ações de tecnologia antes da entrada no mês de setembro, conhecido como tradicionalmente mais fraco para o mercado acionário.

Entre os índices, o Nasdaq teve a maior queda do dia, de 1,15%. S&P 500 caiu 0,64% e Dow Jones teve baixa de 0,20%.

“Chegamos ao fim de agosto e estamos entrando no mês historicamente mais desafiador do ano”, disse Louis Navellier, da Navellier & Associates à Bloomberg News.

No campo macroeconômico, houve ainda a divulgação da inflação de gastos pessoais nos Estados Unidos (PCE, na sigla em inglês).

O PCE nos EUA subiu 0,2% em julho, em linha com o consenso de mercado, segundo a Bloomberg.

O núcleo, que exclui as categorias mais voláteis de alimentos e energia, avançou 0,3%, da mesma forma dentro do que o mercado projetava.

Embora os dados de sexta-feira tenham ficado em linha com as estimativas e os traders continuem apostando em altas chances de um corte de juros em setembro, o índice de inflação preferido do Fed permaneceu bem acima da zona de conforto.

-- Com informações da Bloomberg News.

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