Ibovespa salta 12,6% em janeiro e tem melhor mês em cinco anos; dólar vai a R$ 5,25

Último pregão do mês foi de queda para o principal índice da B3, mas não conseguiu frear a alta mensal; dólar subiu 1% nesta sexta-feira (30), mas fechou janeiro em queda de 4,39%

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30 de Janeiro, 2026 | 06:59 PM

Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) recuou nesta sexta-feira (30), último pregão do mês, em um movimento de acomodação após um mês de ganhos robustos.

O principal índice da B3 caiu 0,97%, aos 181.364 pontos.

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A correção não freou os ganhos do Ibovespa no mês: o índice saltou 12,56% em janeiro, impulsionado pelo fluxo de capital estrangeiro em busca de diversificação fora dos Estados Unidos. Foi o melhor mês em cinco anos.

O dólar teve uma sessão de correção após um mês marcado pela desvalorização global da moeda. A divisa subiu 1,03% contra o real e encerrou cotada a R$ 5,25. No mês, o dólar acumulou baixa de 4,39%.

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Fechamento 30/01/2026

Investidores estrangeiros compraram, até o dia 28, o equivalente a R$ 23,1 bilhões em ações brasileiras – quase o mesmo valor dos R$ 23,4 bilhões aportados em 2025.

“O investidor global quer ativo real barato e vai encontrar isso nos emergentes”, disse Christian Keleti, CEO na Alpha Key, em evento do UBS BB nesta semana. “Ainda mais no emergente que tem metais, com mercado líquido e juros que vão cair”, completou em referência ao Brasil.

Com um maior interesse global por commodities, papéis de empresas como Prio (PRIO3), Petrobras (PETR3, PETR4) e Vale (VALE3), que figuram entre os mais líquidos do Ibovespa e são considerados porta de entrada natural para estrangeiros por estarem na composição do fundo de índice iShares MSCI Brazil ETF, o EWZ, saltaram cerca de 20% em janeiro.

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No exterior, investidores monitoraram a indicação do presidente Donald Trump para a presidência do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Trump disse que pretende indicar Kevin Warsh para substituir Jerome Powell, ao final de seu mandato em maio.

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“Conheço Kevin há muito tempo e não tenho dúvidas de que ele será um dos GRANDES presidentes do Fed, talvez o melhor”, escreveu Trump. “Além de tudo, ele é o ‘elenco central’ e nunca deixará vocês na mão.”

Se confirmado pelo Senado, o ex-diretor do Fed assumirá o comando da política monetária dos EUA em um momento de pressão do governo por corte de juros.

Warsh se alinhou com o presidente Trump em 2025 ao defender publicamente taxas de juros mais baixas, contrariando sua reputação de longa data como um “falcão da inflação” - ou seja, com um perfil hawkish.

“Os mercados podem precificar uma aceleração moderada dos cortes de juros, mas um ciclo agressivo de afrouxamento monetário parece improvável”, disse Jason Pride, da Glenmede.

Após o anúncio, os principais índices de ações americanas fecharam em queda.

  • Dow Jones: -0,36%
  • S&P500: -0,43%
  • Nasdaq Composite: -0,94%

-- Com informações da Bloomberg News.

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