Ibovespa recua 1,45% com impasse sobre cessar-fogo no Oriente Médio; dólar sobe

Negativas do Irã diante das tentativas de negociação de paz dos EUA impulsiona preços do petróleo e derruba bolsas

After Hours
26 de Março, 2026 | 06:20 PM

Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) voltou a cair nesta quinta-feira (26), em uma semana de alta volatilidade nos mercados à medida que a incerteza sobre a disposição do Irã em participar de negociações sobre um cessar-fogo no Oriente Médio impulsiona os preços do petróleo.

O principal índice da B3 fechou o pregão em queda de 1,45%, aos 182.733 pontos.

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Já o dólar acompanhou o movimento global da moeda e subiu contra o real, encerrando a sessão com alta de 0,69% e cotado a R$ 5,26.

Fechamento 26/03/2026

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As expectativas por um acordo entre os países ganhou força de segunda-feira (23), quando o presidente Donald Trump afirmou que adiaria por cinco dias sua ameaça de atacar a infraestrutura energética iraniana.

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O tempo seria usado em negociações para um cessar-fogo do conflito iniciado há quase um mês quando EUA e Israel atacaram o Irã.

Apesar da pressão de Trump, Teerã continua a rejeitar as negociações e mantém o bloqueio sobre o Estreito de Ormuz – canal vital para o transporte global de petróleo.

O impasse levou o petróleo Brent a uma alta de 4,98% para mais de US$ 107 o barril. O movimento reacendeu os temores de inflação e impulsionou globalmente o dólar.

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“Se o Irã sinalizasse disposição para negociar e o fim do fechamento do Estreito de Ormuz se tornasse mais provável, os mercados de ações poderiam retornar rapidamente às máximas anteriores”, disse Wolf von Rotberg, estrategista do Bank J Safra Sarasin.

“No entanto, até agora o Irã recusou todas as ofertas de diálogo, pois o tempo está a seu favor.”

No fim da tarde desta quinta-feira, Trump estendeu o prazo para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz do dia 28 de março até 6 de abril, afirmando que as negociações estão “indo muito bem” para um acordo entre Washington e Teerã.

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Mais cedo, o discurso era outro. Trump chegou a ameaçar o Irã com ações militares intensificadas e disse não ter certeza se um acordo diplomático poderia ser alcançado, aumentando a pressão sobre as ações.

“Isso significa simplesmente petróleo caro por mais tempo, o que é um ponto crítico para todo o mercado e, em última análise, para as taxas de juros, o que acaba prejudicando todas as ações de crescimento”, afirmou Mark Malek, diretor de investimentos da Siebert Financial.

-- Com informações da Bloomberg News.

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