Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) voltou a cair nesta quinta-feira (26), em uma semana de alta volatilidade nos mercados à medida que a incerteza sobre a disposição do Irã em participar de negociações sobre um cessar-fogo no Oriente Médio impulsiona os preços do petróleo.
O principal índice da B3 fechou o pregão em queda de 1,45%, aos 182.733 pontos.
Já o dólar acompanhou o movimento global da moeda e subiu contra o real, encerrando a sessão com alta de 0,69% e cotado a R$ 5,26.

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As expectativas por um acordo entre os países ganhou força de segunda-feira (23), quando o presidente Donald Trump afirmou que adiaria por cinco dias sua ameaça de atacar a infraestrutura energética iraniana.
O tempo seria usado em negociações para um cessar-fogo do conflito iniciado há quase um mês quando EUA e Israel atacaram o Irã.
Apesar da pressão de Trump, Teerã continua a rejeitar as negociações e mantém o bloqueio sobre o Estreito de Ormuz – canal vital para o transporte global de petróleo.
O impasse levou o petróleo Brent a uma alta de 4,98% para mais de US$ 107 o barril. O movimento reacendeu os temores de inflação e impulsionou globalmente o dólar.
“Se o Irã sinalizasse disposição para negociar e o fim do fechamento do Estreito de Ormuz se tornasse mais provável, os mercados de ações poderiam retornar rapidamente às máximas anteriores”, disse Wolf von Rotberg, estrategista do Bank J Safra Sarasin.
“No entanto, até agora o Irã recusou todas as ofertas de diálogo, pois o tempo está a seu favor.”
No fim da tarde desta quinta-feira, Trump estendeu o prazo para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz do dia 28 de março até 6 de abril, afirmando que as negociações estão “indo muito bem” para um acordo entre Washington e Teerã.
Mais cedo, o discurso era outro. Trump chegou a ameaçar o Irã com ações militares intensificadas e disse não ter certeza se um acordo diplomático poderia ser alcançado, aumentando a pressão sobre as ações.
“Isso significa simplesmente petróleo caro por mais tempo, o que é um ponto crítico para todo o mercado e, em última análise, para as taxas de juros, o que acaba prejudicando todas as ações de crescimento”, afirmou Mark Malek, diretor de investimentos da Siebert Financial.
-- Com informações da Bloomberg News.
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