Ibovespa fecha em queda, sob pressão da Petrobras, após acordo entre EUA e Irã

Ações preferenciais da estatal caíram 5,15% sob efeito da queda dos preços do petróleo, em meio a otimismo nos mercados internacionais; índice recuou 0,42% e dólar fechou estável

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Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) fechou em queda, pressionado pelas ações da Petrobras e de empresas do setor de petróleo, depois do anúncio do acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz para o tráfego marítimo.

O principal índice da B3 recuou 0,42%, aos 170.415 pontos, destoando dos principais índices de Nova York, que tiveram uma sessão de fortes ganhos.

O dólar iniciou o dia em queda, mas encerrou perto da estabilidade, cotado a R$ 5,06.

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O anúncio do acordo interino entre os EUA e o Irã fez os preços do petróleo despencarem, reduzindo as preocupações com a pressão inflacionária e o seu impacto sobre as taxas de juros.

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O sentimento de otimismo favoreceu a tomada de risco, com ganhos principalmente para as ações de tecnologia.

No Brasil, os papéis da Vale (VALE3) subiram 2,50%, enquanto as ações da Embraer (EMBJ3) avançaram 6,82%. A Axia (AXIA3) subiu 3,08%. Os três ativos foram as principais influências positivas para o Ibovespa em volume.

No entanto, a queda do petróleo pesou sobre os papéis do setor, que puxaram o índice para baixo. As ações preferencias da Petrobras (PETR4) recuaram 5,15%, a Prio (PRIO3) caiu 6,91%, a PetroRecôncavo (RECV3) perdeu 6,50% e a Brava (BRAV3) se desvalorizou 4,00%.

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As ações dos bancos fecharam mistas. O Itaú Unibanco (ITUB4), o Bradesco (BBDC4), o Banco do Brasil (BBAS3) e o Santander Brasil (SANB11) caíram, enquanto o BTG Pactual (BPAC11) avançou.

Investidores também seguem avaliando o cenário eleitoral. Pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 49% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Também nesta segunda, a campanha de Flávio Bolsonaro anunciou a nomeação de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, como assessora econômica, reforçando expectativas de que ela poderia se nomeada sua ministra da Fazenda, caso eleito.

Com informações da Bloomberg News

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