Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) encerrou em forte queda nesta sexta-feira (20), diante da aversão ao risco nos mercados internacionais em meio à guerra no Irã, que se encaminha para a quarta semana e não dá sinais de trégua.
O principal índice da B3 caiu 2,25%, aos 176.219 pontos, o menor nível de fechamento desde 22 de janeiro. O Ibovespa completou a quarta semana seguida de perdas. Desde o início do conflito no Oriente Médio, a bolsa brasileira perdeu cerca de 6,7%.
O dólar acompanhou o sentimento global de cautela e subiu 1,75%, cotado a R$ 5,31.
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O presidente Donald Trump disse que não quer um cessar-fogo com o Irã, enquanto autoridades americanas disseram que estão enviando centenas de fuzileiros navais para o Oriente Médio.
Trump se recusou a comentar se os EUA estariam considerando tomar a Ilha de Kharg, um importante entreposto comercial de petróleo no Irã.
Em meio aos temores de uma nova escalada no conflito, os futuros do petróleo voltaram a ficar pressionados. O preço do Brent subiu para US$ 112 o barril.
No Brasil, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) recuaram 2,37% e foram a principal influência negativa em volume, seguidas dos papéis da Vale (VALE3), que perderam 1,41% do valor.
O desempenho negativo dos bancos também pesou. O Itaú Unibanco (ITUB4) caiu 1,75%, enquanto o Bradesco (BBDC4) recuou 1,66%. O BTG Pactual (BPAC11) teve perdas ainda maiores, de 4,30%, e o Santander Brasil (SANB11) caiu 2,47%.
O maior recuo do dia no Ibovespa foi a Braskem (BRKM5), que perdeu 14,21%. Um lei de redução de impostos para o setor químico ficou abaixo das expectativas.
Entre as poucas altas do dia, a Prio (PRIO3) avançou 3,14%, refletindo o aumento dos preços do petróleo no mercado internacional.
-- Com informações da Bloomberg News.
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