Ibovespa cai 2,25% e dólar sobe a R$ 5,31 com temores sobre a guerra no Oriente Médio

Sentimento de aversão ao risco predominou nos mercados enquanto o conflito se encaminha para a sua quarta semana, sem sinais de trégua; Trump disse nesta sexta que não quer um cessar-fogo com o Irã

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20 de Março, 2026 | 06:37 PM

Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) encerrou em forte queda nesta sexta-feira (20), diante da aversão ao risco nos mercados internacionais em meio à guerra no Irã, que se encaminha para a quarta semana e não dá sinais de trégua.

O principal índice da B3 caiu 2,25%, aos 176.219 pontos, o menor nível de fechamento desde 22 de janeiro. O Ibovespa completou a quarta semana seguida de perdas. Desde o início do conflito no Oriente Médio, a bolsa brasileira perdeu cerca de 6,7%.

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O dólar acompanhou o sentimento global de cautela e subiu 1,75%, cotado a R$ 5,31.


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Fechamento dos mercados 20/03/2026

O presidente Donald Trump disse que não quer um cessar-fogo com o Irã, enquanto autoridades americanas disseram que estão enviando centenas de fuzileiros navais para o Oriente Médio.

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Trump se recusou a comentar se os EUA estariam considerando tomar a Ilha de Kharg, um importante entreposto comercial de petróleo no Irã.

Em meio aos temores de uma nova escalada no conflito, os futuros do petróleo voltaram a ficar pressionados. O preço do Brent subiu para US$ 112 o barril.

No Brasil, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) recuaram 2,37% e foram a principal influência negativa em volume, seguidas dos papéis da Vale (VALE3), que perderam 1,41% do valor.

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O desempenho negativo dos bancos também pesou. O Itaú Unibanco (ITUB4) caiu 1,75%, enquanto o Bradesco (BBDC4) recuou 1,66%. O BTG Pactual (BPAC11) teve perdas ainda maiores, de 4,30%, e o Santander Brasil (SANB11) caiu 2,47%.

O maior recuo do dia no Ibovespa foi a Braskem (BRKM5), que perdeu 14,21%. Um lei de redução de impostos para o setor químico ficou abaixo das expectativas.

Entre as poucas altas do dia, a Prio (PRIO3) avançou 3,14%, refletindo o aumento dos preços do petróleo no mercado internacional.

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-- Com informações da Bloomberg News.

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