Ibovespa cai 0,86% pressionado por dados de inflação e Petrobras (PETR4)

Núcleo do CPI, nos EUA, avançou no ritmo de alta mais forte desde 2023; IPCA também avança e se aproxima do teto da meta definido pelo Banco Central

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Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) fechou em queda de 0,86% nesta terça-feira (12), aos 180.342 pontos, pressionado pela divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos e no Brasil.

O principal índice da B3 também foi impactado pela queda das ações da Petrobras (PETR4), que recuaram após a divulgação do balanço do primeiro trimestre.

Já o dólar avançou globalmente em meio ao clima de aversão a risco nos mercados internacionais. Contra o real, a moeda teve leve ligeira alta de 0,09%, cotado a R$ 4,896.

A preocupação dos investidores aumentou após a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), que foi impactado pela alta persistente dos preços da gasolina impulsionada pela guerra com o Irã e pelo avanço no custo dos alimentos.

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O CPI subiu 3,8% em abril em relação ao mesmo período do ano anterior, no ritmo de alta mais forte desde 2023.

  • Dow Jones: +0,11%
  • S&P 500: -0,16%
  • Nasdaq 100: -0,71%
  • Petróleo Brent: +2,93% às 17h30, cotado a US$ 104,26 por barril

No Brasil, a inflação de abril acelerou dentro do esperado, mas ficou mais próxima do teto da meta definida pelo Banco Central.

O IPCA subiu 0,67% em relação ao mês anterior, praticamente em linha com a mediana de 0,68% estimada por analistas consultados pela Bloomberg. Na comparação anual, a inflação chegou a 4,39%.

Entre as ações, destaque também para a queda de 1,62% nos papéis da Petrobras (PETR4) após a petroleira divulgar seu balanço do primeiro trimestre.

A companhia registrou um lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre do ano, queda de 7,3% em relação ao mesmo período do ano passado, apesar da alta do petróleo Brent no período.

“Dada a combinação de resultados abaixo do esperado, dividendos inferiores à nossa projeção e incerteza quanto à sustentação do Brent, somada ao escrutínio sobre preços domésticos, avaliamos que Petrobras deve seguir negociando com desconto em relação aos pares”, afirmaram, em relatório, os analistas da Ativa Investimentos.

— Com informações da Bloomberg News

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