Bloomberg — Os futuros das ações dos EUA operam em queda nesta terça-feira (17), após ataques do Irã a instalações no Golfo Pérsico impulsionarem uma nova alta nos preços do petróleo.
A guerra entre EUA e Israel contra o Irã continua a repercutir, com foco no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. A alta do fóssil reforça preocupações inflacionárias antes de decisões de bancos centrais, com o diesel nos EUA superando US$ 5 por galão pela primeira vez desde 2022.
“O posicionamento do portfólio continua equilibrando o suporte de curto prazo dos preços mais altos de energia com o risco de longo prazo de que inflação persistente e crescimento mais lento pressionem os ativos de risco”, disse Jeffrey Palma, da Cohen & Steers. “Esperamos aproveitar oportunidades de distorções de preço.”
O petróleo já subiu mais de 40% desde o início da guerra. Entre os últimos desdobramentos, operações foram suspensas no campo de Shah, nos Emirados Árabes Unidos, enquanto um campo no Iraque e um porto emiradense também foram alvo de drones e mísseis.
O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a pedir apoio internacional para proteger o Estreito de Ormuz e ameaçou ampliar ataques à infraestrutura petrolífera do Irã. Também solicitou à China o adiamento de uma cúpula com Xi Jinping, alegando necessidade de permanecer em Washington para acompanhar a guerra.
Na Europa, o índice Stoxx 600 avançou, caminhando para o primeiro ganho consecutivo desde o início do conflito, enquanto os títulos públicos se valorizaram, liderados pelos gilts do Reino Unido. As principais moedas europeias subiram frente ao dólar.
Na Ásia, as ações reduziram ganhos iniciais, mas ainda avançaram 0,9%, impulsionadas por comentários positivos da Nvidia sobre o setor de tecnologia. O ouro subiu pela primeira vez em cinco dias.
“Uma parte relevante da reprecificação de risco já ficou para trás”, disse Mathias Heim, da Bellecapital. “A questão agora é o que pode melhorar: sinais de desescalada, estabilização do fluxo de petróleo ou simplesmente a ausência de novas surpresas negativas.”
Veja a seguir outros destaques desta manhã de terça-feira (17 de março):
- Brasil revisa plano climático. O governo brasileiro apresentou nesta segunda-feira (16) uma atualização de seu plano climático, com metas até 2035 e foco no combate ao desmatamento. A estratégia mantém a ênfase na redução das emissões ligadas ao uso da terra e na promessa de zerar o desmatamento até 2030.
- Combustíveis sob pressão. O choque no mercado de petróleo causado pela guerra no Oriente Médio deve impactar mais combustíveis refinados, como diesel e querosene de aviação, do que o fóssil bruto, segundo o Goldman Sachs. O conflito também elevou custos de insumos e atinge regiões dependentes do Golfo Pérsico.
- Cripto desafia mercados. O bitcoin e outras criptomoedas acumulam alta de cerca de 14% desde o início da guerra com o Irã e têm superado ativos tradicionais, com menor volatilidade do que ações, ouro e petróleo. Apesar do impulso, analistas alertam que o movimento pode ser temporário.

🔘 As bolsas ontem (16/03): Dow Jones Industrials (+0,83%), S&P 500 (+1,01%), Nasdaq Composite (+1,22%), Stoxx 600 (+0,44%), Ibovespa (+1,25%)
→ Assine a newsletter matinal Breakfast, uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque em negócios e finanças no Brasil e no mundo.
-- Com informações da Bloomberg News.
Veja mais em bloomberg.com
Leia também
Com investimento de R$ 314 milhões, Iguatemi prepara sua maior expansão em Brasília







