De Rolex a Cartier: relógios de luxo ganham força como investimento, segundo a McKinsey

Estudo ‘The State of Fashion 2026: When The Rules Change’ aponta que mercado de segunda mão da relojoaria deve crescer até três vezes mais rápido que ode novos até 2027

Loja da Cartier
12 de Janeiro, 2026 | 12:42 PM

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Bloomberg Línea — Colecionadores e entusiastas de relógios de luxo podem encontrar em seus Rolex, Audemars Piguet ou Patek Philippe dos sonhos algo mais do que um acessório: a alta relojoaria também está se transformando no centro das estratégias financeiras.

“Relógios, joias e bolsas são populares como peças de investimento”, aponta a análise da McKinsey. The State of Fashion 2026: When the rules change (O estado da moda em 2026: quando as regras mudam, em tradução livre).

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Muitas dessas peças podem até aumentar seu valor com o passar do tempo, destaca o relatório criado em colaboração com a The Business of Fashion.

O estudo enfatiza que grande parte das vendas desses artigos é impulsionada pela demanda do mercado de segunda mão, que deve crescer “até três vezes mais rápido que o mercado de primeira mão até 2027”, estimulado por questões como o aumento das tarifas e as flutuações no preço do ouro.

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Entre as principais marcas de relógios que superaram esses desafios está a Rolex, que costuma ter uma retenção média de valor de 104%, de acordo com o Clair Report 2025 da Rebag, uma das principais plataformas de revenda de artigos de alta qualidade.

Alguns modelos da lendária marca relojoeira atingiram valores que duplicam o seu preço original, como o Oyster Perpetual Submariner Hulk, com uma valorização de 244%, ou o Oyster Perpetual Date Gmt-Master Ii Batman, que teve uma valorização de 174%. O Índice Abrangente de Avaliação de Luxo para Revenda calcula os valores de revenda utilizando dados do mercado primário e secundário, incluindo preços, demanda e tendências.

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Outra marca que se destaca é a lendária Audemars Piguet, que, com uma retenção de valor média próxima a 115%, posicionou-se como um dos unicórnios ao lado da joalheria Van Cleef & Arpels e da Rolex.

A oferta de relógios da Cartier também conseguiu abrir caminho com dois modelos que figuram em uma categoria dominada por suas joias. Trata-se dos relógios Tank e Santos, que tiveram uma retenção de 98% e 94%, respectivamente. “Eles se mantiveram como pilares duradouros, reforçando o equilíbrio da Cartier entre elegância e atratividade como investimento”, destaca o relatório.

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Outros modelos da joalheria incluem o emblemático Cartier Panthere, o Tank Francaise e o modelo batizado como Must.

A Patek Philippe, considerada pelos colecionadores como uma das marcas consagradas da alta relojoaria, também se destaca entre as que mantêm um bom valor ao longo do tempo, de acordo com o relatório da Watch Charts e Morgan Stanley, que monitora os preços dos relógios. Modelos como o Nautilus, Aquanaut ou Calatrava costumam manter uma boa retenção de valor.

Mas nem todos os relógios representam um investimento. O mesmo índice indica que marcas como Omega, IWC ou Vacheron Constantin tendem a apresentar uma maior depreciação média.