Bloomberg Línea — Os investidores monitoram nesta sexta-feira (15) a situação econômica da China que parece ter melhorado após a divulgação de uma série de dados econômicos.
Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) elevou ontem (14) os juros pela décima vez para conter a inflação na zona do euro. Na decisão mais difícil desde que começaram a aumentar as taxas no ano passado, os dirigentes do BCE subiram a taxa de depósito em 0,25 ponto percentual, para um nível recorde de 4%.
No cenário corporativo, as ações do Grupo Casas Bahia (VIIA3) afundaram na B3 na quinta-feira após a oferta subsequente da companhia sair com um forte desconto em relação ao preço de tela. A partir do dia 20, os papéis da companhia começam a ser negociados com o novo código “BHIA3″.
As ações da Arm Holdings continuaram a subir nas negociações pré-mercado após a animadora estreia no mercado da empresa de design de chips, e alguns atribuem essa força ao interesse de investidores individuais em comprar as ações. As ações subiram cerca de 6%, chegando a US$ 67,54 na sexta, e agora estão sendo negociadas com mais de um terço acima do preço inicial de abertura de capital de US$ 51.
Confira a seguir cinco destaques desta sexta-feira (15):
1. Casas Bahia despenca na B3
As ações do Grupo Casas Bahia afundaram na B3 na quinta após a oferta subsequente da companhia sair com um forte desconto em relação ao preço de tela, um baque em seu mais recente esforço para levantar recursos e reduzir a sua dívida.
A Casas Bahia – anteriormente conhecida como Via – vendeu novas ações a 80 centavos de real cada uma na noite de quarta-feira (13), um desconto de 28% em relação ao preço de fechamento, levantando cerca de R$ 623 milhões.
Se os bônus de subscrição incluídos na transação forem integralmente exercidos, o valor subiria para R$ 1,1 bilhão, informou a empresa em comunicado ao mercado.
Os papéis recuaram 96% desde a máxima atingida em 2020, quando dispararam em meio ao salto do comércio eletrônico impulsionado pelas restrições de mobilidade social no começo da pandemia. O tombo desde então eliminou cerca de R$ 32 bilhões em valor de mercado.
2. China se recupera
A economia da China está demonstrando mais sinais de estabilidade, à medida que um aumento nas viagens de verão e estímulos adicionais impulsionaram os gastos dos consumidores e a produção fabril, somando-se aos primeiros sinais de estabilização.
A produção industrial e o crescimento das vendas no varejo aumentaram no mês passado em relação ao ano anterior, superando as expectativas, enquanto a taxa de desemprego urbano diminuiu ligeiramente.
Essa melhoria ocorreu à medida que o governo intensificou nas últimas semanas medidas pró-crescimento, incluindo planos para estimular mais gastos em produtos para o lar e aliviar restrições em algumas compras de imóveis.
Tudo isso também levou o JPMorgan (JPM) a elevar a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da China em 2023 para 5%.
3. Mercados
As ações europeias e commodities avançam depois que dados econômicos melhores do que o esperado na China alimentaram esperanças de que as medidas de estímulo estão dando resultado.
O índice Stoxx 600 da Europa subia 0,9% por volta das 8h45 (horário de Brasília), seguindo os ganhos dos pares asiáticos, após estatísticas chinesas de produção industrial e vendas no varejo superarem as estimativas. O petróleo Brent subiu acima de US$ 94 por barril.
A aposta de que o ciclo de aperto monetário do BCE chegou ao fim fez com que o euro caminhasse para sua nona semana consecutiva de perdas, na mais longa sequência de queda em duas décadas.
Agora, a atenção se volta para a reunião do Fed na próxima semana, depois que dados fortes na quinta-feira reavivaram a especulação de que os formuladores de políticas monetárias podem conseguir um “pouso suave” e manter as taxas de juros inalteradas.
4. Manchetes dos principais jornais
Estadão: Toffoli ignorou documento que já estava no processo ao anular provas da Odebrecht na Lava Jato, diz procurador
Folha de S. Paulo: Cuba diz que não tem como pagar dívida com Brasil e pede flexibilidade de governo Lula
O Globo: Brasil é mais rigoroso ao punir golpistas pelo 8 de janeiro do que os EUA pela invasão ao Capitólio
Valor Econômico: Novo sistema de duplicatas deve impulsionar crédito a Pequenas e Médias Empresas
5. Agenda
No início da manhã, o Brasil divulgará dados relacionados às vendas no varejo em julho.
Os Estados Unidos também têm uma série de indicadores econômicos programados para o dia. Às 09h30, no horário de Brasília serão divulgados os preços de bens exportados e importados de agosto. Além disso, o Índice Empire State de Atividade Industrial para setembro será anunciado. Às 10h15, saem informações sobre a produção industrial de agosto.
Às 11h, serão reveladas as expectativas de inflação a cinco anos em Michigan, bem como a confiança do consumidor Michigan (leitura final) e o Índice Michigan de Percepção do Consumidor.
Além disso, às 14h sai o dado de contagem de sondas Baker Hughes, um indicador importante para a indústria de petróleo. A contagem total de sondas dos EUA por Baker Hughes também será divulgada neste horário.
Às 17h30, teremos informações sobre as posições líquidas de especuladores nos mercados de petróleo, ouro, Nasdaq 100, S&P 500 e o real em relação ao dólar e o euro.
-- Com informações da Bloomberg News
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