Bitcoin em alta, impasse com China e tensão geopolítica: os eventos que movem os mercados

Os primeiros ventos de 2024 vêm com um ar de cautela pela escalada da tensão no Mar Vermelho e a fraqueza econômica da China, mas com um salto do bitcoin

Estes são os eventos que orientam os investidores e movem os mercados hoje
02 de Janeiro, 2024 | 07:18 AM

Barcelona, Espanha — A primeira semana do mercado acionário em 2024, após os feriados de Natal e Ano Novo, começa com poucas referências macroeconômicas, mas chega com um ar de cautela. As crescentes tensões no Mar Vermelho pressionam os preços do petróleo e os fracos dados chineses pesam sobre as ações negociadas na Ásia.

Dentre os indicadores mais destacados do dia estão índices PMIs de manufatura de diversos países, incluindo Brasil e Estados Unidos.

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🔴 Mais tensão. O Irã enviou um navio de guerra para o Mar Vermelho em resposta ao afundamento de três barcos Houthi pela Marinha dos EUA no fim de semana. Aumentam, portanto, as tensões geopolíticas e complica o objetivo de Washington de proteger uma hidrovia crucial, responsável por cerca de 12% do comércio global.

O destróier Alborz atravessou o estreito de Bab El-Mandeb, um ponto de estrangulamento entre o Mar Vermelho e o Golfo de Aden, na segunda-feira, informou a mídia estatal iraniana.

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🪖 Guerra Rússia-Ucrânia. A Rússia bombardeou Kiev com mísseis na madrugada de terça-feira e deixou vários distritos sem eletricidade e água, como parte dos dias de escalada aérea com a Ucrânia. Os ataques feriram mais de 20 pessoas em Kiev e danificaram áreas residenciais e infraestrutura crítica, de acordo com o Ministério do Interior.

💲 Otimismo cripto. O Bitcoin ultrapassou US$ 45.000 pela primeira vez em quase dois anos ante as expectativas de aprovação de um fundo negociado em bolsa que investe diretamente na criptomoeda. Outros tokens acompanharam o avanço, como o Ether, o segundo mais negociado. Desde o início de dezembro, o Bitcoin subiu mais de 20%: se aproxima o prazo de 10 de janeiro para que a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA dê seu aval para um ETF Bitcoin à vista.

🇨🇳 Economia cambaleante. A atividade fabril da China encolheu em dezembro, atingindo o nível mais baixo em seis meses, o que reforça as expectativas de novas medidas de impulso econômico. Em seu discurso anual de Ano Novo, transmitido no domingo, o presidente Xi prometeu fortalecer a economia e a criar empregos. Ele reconheceu que empresas “passaram por momentos difíceis” e pessoas encontraram “dificuldades para encontrar empregos e atender às necessidades básicas”.

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No Japão, o iene se enfraqueceu em relação a todos os seus pares do Grupo dos 10 em negociações fracas, com os investidores monitorando as condições após o terremoto na segunda-feira.

❌ A pedido de Biden. O sentimento na Ásia também foi abalado por notícias de que a holandesa ASML Holding, produtora de equipamentos para a fabricação de semicondutores, teria cancelado as remessas de algumas de suas máquinas para a China a pedido da administração do presidente norte-americano, Joe Biden. A medida antecede a entrada em vigor das proibições de exportação dos equipamentos de fabricação de chips de alta qualidade.

📈 O vaivém dos ativos nesta manhã. Os contratos futuros de índices dos EUA operavam com pouca força e em direções contrárias. Na Europa, as bolsas tentavam se manter em terreno positivo. No encerramento do mercado acionário da Ásia, os índices caíram em bloco. O prêmio de risco do título de 10 anos dos EUA subia para 3,94%.

Tanto o ouro como os contratos de petróleo WTI avançavam. Entre as divisas, o iene e a libra se apreciavam frente ao dólar, enquanto o euro caía. O Bitcoin subia com força, perto dos +5%, para em torno de US$ 45.700.

(Com informações de Bloomberg News)

🗓️ AGENDA: Os eventos e indicadores em destaque hoje e na semana →

Os mercados esta manhãdfd
🔘 As bolsas na sexta-feira (29/12): Dow Jones Industrials (-0,05%), S&P 500 (-0,28%), Nasdaq Composite (-0,56%), Stoxx 600 (+0,20%), Ibovespa (--). Mercados fechados ontem, dia 1.
Michelly Teixeira

Jornalista com mais de 20 anos como editora e repórter. Em seus 13 anos de Espanha, trabalhou na Radio Nacional de España/RNE e colaborou com a agência REDD Intelligence. No Brasil, passou pelas redações do Valor, Agência Estado e Gazeta Mercantil. Tem um MBA em Finanças, é pós-graduada em Marketing e fez um mestrado em Digital Business na ESADE.