Bank of America vê euforia nos mercados e sugere redução de compra agressiva de ações

Pesquisa mostra caixa em mínima histórica e posições elevadas em bolsas e semicondutores, sinalizando menor potencial de alta para ativos de risco

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Bloomberg — Investidores globais que têm comprado ações de forma agressiva deveriam considerar reduzir a exposição, segundo pesquisa com gestores de fundos do Bank of America.

Os alocadores de recursos tornaram-se extremamente otimistas, um sinal que costuma servir de alerta para os mercados. O nível de caixa caiu para um patamar “extremamente baixo”, de 3,6% dos ativos, ante 4,1% no mês passado, afirmaram estrategistas do banco.

A posição em ações dos EUA atingiu o maior nível desde dezembro de 2024, com uma alocação líquida de 24% acima da média, mostrou a pesquisa.

“O indicador Bull & Bear do BofA, em leitura extrema de otimismo de 9,4, sinaliza redução da exposição a ações e ativos de alto beta”, escreveu a equipe liderada por Michael Hartnett em relatório.

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O indicador varia de um a 10. “O posicionamento excessivamente otimista deve limitar o potencial de alta dos ativos de risco durante o verão [no hemisfério norte].”

As ações dos EUA permanecem próximas de níveis recordes após se recuperarem com força da queda provocada pela guerra com o Irã, à medida que investidores apostam na valorização das empresas beneficiadas pela inteligência artificial, especialmente as fabricantes de semicondutores.

Ao mesmo tempo, o frágil cessar-fogo mantém os preços do petróleo voláteis, enquanto expectativas muito elevadas para os resultados das empresas e preocupações com os gastos excessivos em inteligência artificial pelas gigantes de tecnologia limitaram a alta do índice S&P 500 desde o início de junho.

Segundo 82% dos participantes da pesquisa do BofA, a operação mais congestionada do mercado é a posição comprada em ações de fabricantes de semicondutores.

Para 48% dos entrevistados, os investimentos bilionários em inteligência artificial feitos pelas chamadas hiperescaladoras representam a fonte mais provável de um evento de crédito.

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Ainda assim, embora os investidores tenham reduzido neste mês suas posições compradas em ações de tecnologia, 48% dos entrevistados afirmaram que as ações ligadas à inteligência artificial não estão em uma bolha. Além disso, 61% não esperam que alguma hiperescaladora anuncie cortes nos investimentos em capital neste ano.

O aumento da exposição às ações foi impulsionado pelo maior otimismo em relação à economia, afirmaram os estrategistas do BofA. Cerca de 41% dos entrevistados esperam um “boom” econômico, caracterizado por crescimento acima da tendência e inflação também acima da tendência, a maior proporção registrada pela pesquisa desde fevereiro de 2022.

No geral, a alocação global em ações aumentou para uma posição líquida de 42% acima da média, ante 38% no mês anterior.

Os investidores ampliaram a exposição aos setores de saúde, indústria e consumo discricionário, enquanto reduziram as participações em energia, comunicação e consumo básico.

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Por região, os investidores aumentaram a exposição às ações dos EUA e da zona do euro, enquanto reduziram o Reino Unido ao maior nível de subalocação desde agosto de 2020 e diminuíram a exposição aos mercados emergentes.

A alocação em títulos de renda fixa permaneceu baixa, com posição líquida de 34% abaixo da média, uma leve melhora em relação aos 42% registrados no mês anterior.

A pesquisa foi realizada entre 2 e 9 de julho e ouviu 181 participantes que administram US$ 484 bilhões em ativos.

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