Bloomberg — As ações globais operam em queda nesta quinta-feira (19), diante de uma nova disparada nos preços de petróleo e gás, que aprofunda as preocupações de que a guerra no Oriente Médio vai pressionar a inflação e afetar o crescimento.
Os títulos caíram em meio ao segundo dia de reuniões de grandes bancos centrais.
Os futuros do S&P 500 recuaram 0,3% após o índice americano apagar os ganhos da semana na sessão anterior. As ações europeias caíram 2%, caminhando para o menor nível do ano. Um índice de ações asiáticas recuou 2,8%.
A liquidação ocorre enquanto o Brent amplia os ganhos desde o início do conflito para mais de 60%, superando US$ 117 por barril após ataques a importantes instalações de energia no Oriente Médio. O avanço do WTI foi mais moderado, com alta de 1,4%, à medida que aumentou a diferença em relação ao petróleo negociado fora dos EUA. O gás natural europeu chegou a subir até 35%.
A disparada do petróleo já tem levado bancos centrais globais a se preocuparem com pressões inflacionárias. O Banco do Japão manteve os juros inalterados na quinta-feira, após o Federal Reserve fazer o mesmo na quarta, com ambos sinalizando que o conflito trouxe incertezas para o cenário de política monetária.
“O clima é claramente de aversão ao risco nesta manhã, com os mercados ainda digerindo uma combinação tóxica de geopolítica e comunicação de bancos centrais”, disse Mathieu Racheter, chefe de estratégia de ações do Julius Baer. “A nova escalada no Oriente Médio está reacendendo temores de estagflação justamente quando os investidores estavam mais confortáveis com a inflação até março.”
Veja a seguir outros destaques desta manhã de quarta-feira (18 de março):
- Impacto da taxa de juros. O corte da Selic em 0,25 pp, para 14,75%, pelo Copom, pode sustentar ativos brasileiros, apoiar o real e aliviar os juros de curto prazo, segundo gestores consultados pela Bloomberg News. Eles veem espaço para novos cortes graduais, com potencial de recuperação dos mercados.ㅤ
- Samsumg aumenta aposta em chips. A empresa sul-coreana planeja investir mais de US$ 73 bilhões em 2026 para ampliar a capacidade e liderar em chips de IA. A estratégia foca em memória avançada e fundição para enfrentar a SK Hynix, hoje dominante no fornecimento de semicondutores à Nvidia.ㅤ
- A próxima fronteira da Novo Nordisk. A farmacêutica busca ampliar o acesso a tratamentos contra a obesidade no Japão, com foco em pacientes que pagam do próprio bolso por medicamentos como o Wegovy. A companhia tem diversificado canais, como campanhas e parcerias, para triplicar o número de pacientes até 2030.

🔘 As bolsas ontem (18/03): Dow Jones Industrials (-1,64%), S&P 500 (-1,35%), Nasdaq Composite (-1,46%), Stoxx 600 (-0,75%), Ibovespa (-0,43%)
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-- Com informações da Bloomberg News.
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