Ações dos EUA sobem antes de divulgação de resultados da Micron e de dados de inflação

Informações sobre a alta de preços no país podem definir expectativas para os juros, enquanto balanço da fabricante de chips testa recuperação recente das ações ligadas à IA, em movimentos que podem definir rumos do mercado

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Bloomberg — As ações dos EUA registraram alta com a divulgação prevista do indicador de inflação preferido pelo Federal Reserve e dos resultados financeiros da Micron Technology, dados que são fundamentais, respectivamente, para as taxas de juros e para o setor de inteligência artificial.

Os futuros do S&P 500 registravam alta de 0,2% antes da divulgação do índice de preços dos gastos com consumo pessoal.

Em um momento em que os preços do petróleo, persistentemente elevados, têm alimentado pressões inflacionárias e levado os rendimentos dos títulos a seus níveis mais altos em décadas, espera-se que o indicador mostre uma aceleração da inflação em agosto.

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Os títulos do Tesouro dos EUA registraram ligeira alta um dia após os rendimentos dos títulos de 30 anos atingirem seu nível mais alto desde 2002.

O Brent manteve-se próximo de US$ 103 por barril, ainda com alta de cerca de 13% no mês, apesar dos sinais de que os fluxos de petróleo do Oriente Médio estão retornando aos níveis pré-guerra. O dólar recuou 0,1% em relação ao seu nível mais alto desde julho.

Os mercados estão chegando ao fim de um mês tumultuado, no qual uma forte onda de vendas de títulos foi impulsionada por uma reavaliação acentuada das expectativas quanto aos aumentos das taxas de juros nos EUA para conter a inflação impulsionada pelos preços da energia.

O S&P 500 limitou suas perdas em parte graças a uma recuperação modesta das ações ligadas à inteligência artificial (IA), impulsionada pelo otimismo quanto às perspectivas do setor — uma visão que será posta à prova quando a Micron divulgar seus resultados após o fechamento do mercado.

“A expectativa é tão alta que provavelmente os números serão muito bons, mas tudo isso se reflete na dinâmica da demanda que precisamos continuar observando”, afirmou Rory McPherson, da Magnus Financial Discretionary Management. “Enquanto isso se mantiver, espero que o setor de tecnologia continue em alta.”

As ações europeias caminhavam para sua primeira queda mensal desde março. Na França, a inflação acelerou para seu ritmo mais rápido em mais de dois anos, mantendo a pressão sobre o Banco Central Europeu para que continue elevando as taxas de juros. O prêmio de rendimento dos títulos franceses de 10 anos em relação aos títulos alemães, considerados mais seguros, ampliou-se em um ponto-base, para 120 pontos-base, o nível mais alto desde 2012.

Com a divulgação do relatório sobre a folha de pagamento do setor privado dos EUA e a atualização mais recente do produto interno bruto prevista para ocorrer juntamente com a divulgação do PCE, Ipek Ozkardeskaya observou que diferentes combinações de dados poderiam ter uma variedade de resultados para os mercados.

“Uma combinação de crescimento robusto e recuperação no mercado de trabalho permitiria ao Fed aumentar as taxas para combater as crescentes pressões inflacionárias, desde que as pressões sobre os preços pareçam preocupantes”, afirmou ela.

“Isso manteria a pressão de alta sobre os rendimentos de curto prazo e o dólar americano, ao mesmo tempo em que pesaria sobre as ações.”

Dados de crescimento e emprego abaixo das expectativas, aliados a uma inflação elevada, poderiam fazer com que o diferencial entre as taxas de rendimento dos títulos de dois e dez anos dos EUA se estreitasse, ameaçando o apetite pelo risco e pesando sobre o dólar. Números sólidos do PIB e do mercado de trabalho, aliados a um índice PCE mais fraco do que o esperado, seriam o melhor cenário possível, aliviando a pressão sobre os rendimentos e apoiando as ações, embora também sejam o cenário mais distante de sua projeção base.

Para Kevin Thozet, da Carmignac em Paris, o relatório de empregos desta sexta-feira será a divulgação de dados mais significativa.

“Esperamos um resultado sólido na sexta-feira e, portanto, aumentos consecutivos das taxas pelo Fed”, afirmou Thozet. “Cada vez mais parece que estamos em um ciclo de alta das taxas e temos notado que os formuladores de políticas estão se inclinando para uma postura mais hawkish.”

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-- Com informações da Bloomberg News.

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