Bloomberg — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que aconselhou Donald Trump a limitar o escopo do conselho de paz proposto por ele a temas relacionados a Gaza e pediu que os palestinos estejam representados no grupo.
Os líderes das duas maiores economias das Américas conversaram por telefone por cerca de 50 minutos na segunda-feira (26), segundo comunicado do governo brasileiro.
Eles também trocaram opiniões sobre a Venezuela, de acordo com a nota, com o presidente brasileiro ressaltando “a importância de preservar a paz e a estabilidade na região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano”.
Os dois concordaram que Lula viajará a Washington após visitas à Índia e à Coreia do Sul previstas para a segunda quinzena de fevereiro, com a data a ser definida em breve.
A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
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Lula e Trump discutiram ainda as relações bilaterais e o combate ao crime. No fim do ano passado, Trump reverteu algumas tarifas punitivas sobre produtos brasileiros e suspendeu sanções da Lei Magnitsky impostas ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e à sua esposa.
Segundo o comunicado, ambos os líderes destacaram a melhora das relações, que resultou na retirada de uma parcela significativa das tarifas sobre produtos brasileiros.
Lula reiterou uma proposta apresentada em dezembro para aprofundar a cooperação no combate ao crime organizado, área na qual tem buscado maior protagonismo antes da eleição presidencial de outubro no Brasil.
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