Após Venezuela, Colômbia pode ser próximo alvo para conter drogas, aponta Trump

Um dia após a captura de Nicolás Maduro, presidente americano advertiu outras nações com produção de drogas que são enviadas aos EUA que não vai tolerar a situação por muito tempo e citou o país vizinho à Venezuela: ‘a Colômbia está muito doente’

Gustavo Petro, presidente de Colombia
Por Derek Wallbank - Catherine Lucey
05 de Janeiro, 2026 | 04:56 PM

Bloomberg — O presidente Donald Trump advertiu outras nações produtoras de drogas no Hemisfério Ocidental que não vai tolerar por muito tempo o envio de substâncias ilegais para os Estados Unidos.

Um dia depois que as forças americanas capturaram o líder venezuelano Nicolas Maduro em Caracas, capital de seu país, para ser julgado nos EUA, Trump disse que várias outras nações precisam mudar suas políticas.

PUBLICIDADE

Leia mais: Trump corta ajuda dos EUA à Colômbia e chama Petro de ‘líder do tráfico de drogas’

“A Colômbia também está muito doente, administrada por um homem doente que gosta de fabricar cocaína e vendê-la para os Estados Unidos, e ele não vai fazer isso por muito tempo, deixe-me dizer a vocês”, disse Trump a jornalistas na noite de domingo (4) a bordo do Air Force One.

Trump se referiu ao presidente colombiano, Gustavo Petro, um crítico frequente do republicano e que denunciou o ataque do fim de semana.

PUBLICIDADE

Trump tem reclamado do fluxo de drogas para os EUA desde os tempos de campanha eleitoral e usou ações econômicas e militares para tentar diminui-lo.

Ele impôs tarifas ao México e ao Canadá por causa das importações de fentanil. E os EUA atacaram e afundaram barcos no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico que, segundo seu governo, estavam traficando drogas.

Trump disse que sua campanha contra a Venezuela enfraqueceria Cuba, um dos aliados mais próximos da Venezuela, reduzindo a renda para Havana. E observou que “muitos cubanos foram mortos ontem” na operação dos EUA em Caracas e arredores. Soldados cubanos auxiliam os militares venezuelanos.

PUBLICIDADE

“Parece que Cuba está pronta para cair”, disse Trump, sem oferecer provas além de seu estado econômico enfraquecido. “Acho que não precisamos de nenhuma ação.”

Leia mais: América Latina em risco: Trump inaugura modelo de intervenção, dizem especialistas

Trump adotou um tom um pouco mais conciliatório com relação ao México, um dos países mais prolíficos no tráfico de drogas no hemisfério. Ele tem mantido um relacionamento cordial com sua líder, Claudia Sheinbaum.

PUBLICIDADE

“O México tem que se organizar, porque eles [traficantes] estão entrando pelo México. E vamos ter que fazer alguma coisa”, disse Trump, que acrescentou que ofereceu repetidamente a Sheinbaum ajuda de militares dos EUA para “limpar” a situação no país. Ela rejeitou a oferta publicamente.

“Gostaríamos muito que o México fizesse isso. Eles são capazes de fazer isso”, acrescentou. “Mas, infelizmente, os cartéis são muito fortes no México.”

-- Com a colaboração de María Paula Mijares Torres.

Veja mais em bloomberg.com

©2026 Bloomberg L.P.