Bloomberg Línea — No próximo dia 8 de fevereiro, Bad Bunny se tornará o centro das atenções do entretenimento global ao liderar o show do intervalo do Super Bowl 2026, uma das vitrines mais poderosas do esporte, da televisão e da indústria musical.
No entanto, por trás dos efeitos espetaculares e das produções que envolvem investimentos milionários e que tiveram como protagonistas figuras como Michael Jackson, Rihanna ou Katy Perry, esconde-se uma realidade pouco conhecida: os artistas que encabeçam o famoso espetáculo não recebem pagamentos milionários por suas atuações.
Isso se deve a um modelo de negócios singular, no qual a NFL não emite cheques por aparição, mas apenas cobre as taxas estabelecidas pelos sindicatos, pois considera que a exposição global do evento representa um valor promocional extraordinário.
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Em vez disso, o órgão esportivo, juntamente com a Apple, arca com todos os custos de produção e logística do show. “A NFL cobre todos os custos associados ao espetáculo e paga aos artistas de acordo com a tabela do sindicato. Não há pagamento por aparição, mas os intérpretes recebem o salário estabelecido pelo sindicato”, explicou Brian McCarthy, vice-presidente de comunicações da NFL, em declarações à Newsweek em 2022.
A chamada “escala sindical” é o salário mínimo por dia ou semana de trabalho, de acordo com o contrato aplicável, conforme a agência de marketing de entretenimento AMW. O valor varia de acordo com o número de participantes e suas funções, mas no caso de atores, dançarinos e vocalistas representados pela SAG-AFTRA, as taxas giram em torno de US$ 1.100 por dia, de acordo com relatórios da Nexstar.
A TV Line informou que, quando Usher liderou o show do intervalo do Super Bowl de 2024, ele recebeu apenas US$ 671 por sua apresentação, além de US$ 1.800 pelos ensaios.
A NFL teve algumas exceções. Em 1993, por exemplo, doou US$ 100 mil para a fundação Heal the World, de Michael Jackson, conforme relatado pelo The New York Times em 2009.
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O fato de os artistas não cobrarem uma quantia milionária por sua apresentação não significa que eles não gerem receitas desse nível. De acordo com a BeIN Sports, Bad Bunny costuma receber entre US$ 1,5 e US$ 2 milhões por show, mas sua participação no show do intervalo do Super Bowl 2026 pode gerar um impacto econômico ainda maior.
“Analistas do setor estimam que Bad Bunny poderia gerar mais de US$ 3 milhões em valor durante a primeira semana após o Super Bowl apenas por meio de streaming, vendas e posicionamento da marca”, diz a resenha.









