Loro Piana abre 1ª loja na América Latina e eleva portfólio de luxo do Cidade Jardim

Grife italiana de cashmere, controlada pela LVMH, abre sua primeira loja latino-americana no shopping da JHSF; unidade fica no andar térreo, dominado por 28 grifes globais de luxo e apenas duas brasileiras, Birman e Tânia Bulhões

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Bloomberg Línea — O Shopping Cidade Jardim abriu nesta quinta-feira (5) a primeira loja da Loro Piana na América Latina, em meio a uma reorganização para concentrar as grifes globais de luxo no andar térreo do empreendimento.

Das 30 operações do piso mais disputado do centro comercial de luxo em São Paulo, só duas serão de marcas brasileiras: Birman, da Azzas 2154 (AZZA3), e Tânia Bulhões, que troca o quiosque por uma loja própria.

Conhecida pelas roupas de cashmere e vicunha, a grife italiana foi fundada em 1924 e pertence desde 2013 ao grupo francês LVMH, que comprou 80% da empresa da família Loro Piana.

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A unidade paulistana tem 304,30 m², é operada diretamente pela marca, em parceria exclusiva com a JHSF (JHSF3), e reúne coleções feminina e masculina, acessórios, bolsas e calçados.

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A marca Cris Barros, também da Azzas, e a joalheria Brumani deixam o térreo e sobem para o primeiro piso, onde as obras já começaram, informou a JHSF por meio de sua assessoria. A nova loja da Cris Barros tem abertura prevista para fevereiro de 2027.

A Tânia Bulhões deve inaugurar sua loja no segundo trimestre do mesmo ano. Os tapumes com a marca já cobrem o espaço, ao lado da placa que indica o caminho para a nova Dior. O quiosque ficava em frente à antiga loja da maison francesa e foi remanejado depois que ela mudou de endereço.

A NV, outra grife da Azzas, abre no dia 11 de novembro. As marcas do grupo atravessam uma mudança societária: em setembro, a Azzas anunciou a separação entre Arezzo&Co e Soma, que ficará com Cris Barros e NV, segundo o site Mercado & Consumo.

A troca de lugares no térreo acompanha uma sequência de estreias internacionais em 2026. A Dior abriu em julho uma loja de 1.010 m², a maior da marca na América Latina, e a Alaïa inaugurou no início de outubro sua primeira unidade na região.

O calendário confirma o que a Bloomberg Línea divulgou em julho, quando já previa a Loro Piana para novembro e a mudança das infantis Trois Petit e Mandarina para lojas próprias, ao lado do Cinemark. Desde então, a Chanel passou da previsão do primeiro trimestre de 2027 para agosto, e a Tiffany & Co., que não tinha data, abre em dezembro.

“Ficamos muito felizes que a Loro Piana tenha escolhido o Shopping Cidade Jardim para ser sua casa no Brasil. É uma marca com enorme identidade com os nossos clientes”, afirmou Augusto Martins, CEO da JHSF, em comunicado.

Livros de colecionador

A curadoria também orienta a CJ Fashion, loja de departamentos que a JHSF abriu no último dia 26 de setembro no shopping. São mais de 4.000 m² em três andares, com cerca de 150 marcas nacionais e internacionais e 60 operações únicas. A receita vem da locação dos espaços aos lojistas, combinada à seleção de produtos e a uma equipe própria de vendedoras.

Duas livrarias, a Paisagem e a Assouline, dividem o espaço. A editora francesa, que abriu ali sua primeira boutique na América do Sul, atrai colecionadores com volumes de grande formato sobre maisons de luxo, vinhos e destinos, vendidos a quase R$ 10.000.

Perfumaria de nicho, Dolce & Gabbana Beauty e objetos de decoração ocupam a loja ao lado de peças do designer Lucas Recchia e de obras da galeria Simões de Assis. A curadoria de moda é da consultora Donata Meirelles, contratada com exclusividade pela JHSF, e a francesa Fusalp fez ali sua estreia na América Latina.

Ampliações até 2027

A próxima fase amplia grifes já instaladas. A Hermès passará de 464 m² para mais de 900 m², com alta joalheria e mobiliário. A Chanel terá cerca de 1.200 m² em dois pavimentos, sua maior operação no Brasil, e a Prada mais que dobrará a área, para 780 m².

A Tiffany & Co. ganhará cerca de 480 m², com fachada assinada pelo arquiteto japonês Shigeru Ban e o primeiro VIC Apartment do mundo dentro de um shopping center. Na gastronomia, chegam o Carbone, em sua primeira unidade na América do Sul, e o Loulou.

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Com as obras, o shopping acrescenta cerca de 3.400 m² de ABL (Área Bruta Locável) e chega a aproximadamente 52.000 m² até o primeiro semestre de 2027. Nos últimos cinco anos, as vendas cresceram em média 20% ao ano, com ocupação média acima de 99%, segundo a JHSF. Controladora do Grupo Fasano, a companhia soma ativos de R$ 19,1 bilhões.

Na inauguração, Martins recebeu Antonio De Angelis, CEO da Loro Piana para as Américas, e Davide Marcovitch, presidente da LVMH para América Latina, Caribe e África. Em publicação no LinkedIn, o executivo atribuiu a chegada da grife a “relações de confiança construídas com essas marcas”.

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