PIB do Brasil cresce menos do que o esperado e reforça tendência de corte de juros

A economia do país expandiu-se 0,1% no período de outubro a dezembro, abaixo da estimativa mediana de 0,2% dos analistas em uma pesquisa da Bloomberg. Em relação ao ano anterior, a economia cresceu 1,8%

Morgan Stanley rebaja acciones brasileñas por riesgos fiscales.
Por Andrew Rosati
03 de Março, 2026 | 10:07 AM

Bloomberg — A economia do Brasil teve um desempenho abaixo do esperado no final de 2025, arrastada pelos elevados custos de empréstimos, bem como pelas tarifas que reduziram o crescimento e abriram caminho para a flexibilização monetária.

Os dados oficiais divulgados na terça-feira (3) mostraram que o Produto Interno Bruto expandiu-se 0,1% no período de outubro a dezembro, de uma impressão revisada de 0,0% no terceiro trimestre, abaixo da estimativa mediana de 0,2% dos analistas em uma pesquisa da Bloomberg. Em relação ao ano anterior, a economia cresceu 1,8%.

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 Economia brasileira tem crescimento morno no quarto trimestre de 2025

Embora a maior economia da América Latina tenha se mostrado especialmente resiliente, mesmo com as taxas de juros em seu nível mais alto em quase duas décadas, o avanço insignificante é a mais recente evidência de que a postura hawkish do Banco Central está cobrando seu preço. Ele deve começar a reduzir a Selic de referência de 15% ao ano neste mês, mas promete agir com cautela.

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Um quadro econômico misto fez com que os investidores observassem atentamente os sinais para avaliar o primeiro movimento do Banco Central, que se recusou a revelar em quanto ou com que rapidez deseja reduzir os custos dos empréstimos. A maioria está apostando em um corte de um quarto ou meio ponto percentual.

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A inflação está se movendo em direção à meta de 3%, mas os formuladores de políticas expressaram preocupação de que o desemprego em baixa recorde e os níveis elevados de gastos do governo possam estar fazendo com que a economia funcione mais do que eles gostariam.

O Brasil foi abalado no ano passado por algumas das tarifas mais punitivas do arsenal do presidente dos EUA, Donald Trump, mas conseguiu resistir à tempestade comercial por meio da diplomacia e da busca de novos destinos para suas exportações.

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