Bloomberg — O governo prorrogou as medidas para conter o aumento dos preços dos combustíveis, garantindo alívio contínuo aos consumidores antes do primeiro turno das eleições presidenciais, em 4 de outubro.
A portaria do Ministério da Fazenda garante que o subsídio ao diesel, no valor total de R$ 2,12 por litro — que deveria expirar neste sábado (26) —, tenha validade por pelo menos mais 30 dias, após as medidas provisórias que entraram em vigor em 30 de maio.
A medida não altera o valor do subsídio, de acordo com comunicado do ministério divulgado na sexta-feira (25).
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou reduções adicionais nos impostos sobre combustíveis neste mês, em uma tentativa de proteger os consumidores do impacto da alta nos preços do petróleo provocada pela guerra entre o Irã e os EUA. Essas medidas também incluem reduções nos impostos sobre a gasolina e o etanol.
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O governo reservou R$ 5 bilhões para arcar com o impacto fiscal das medidas, afirmou o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, na quinta-feira (24).
O governo brasileiro tomou várias medidas para ajudar os consumidores desde que o conflito no Oriente Médio provocou a alta dos preços do petróleo neste ano.
Preços mais altos nos postos de combustível representariam um risco adicional à campanha de reeleição de Lula, já que sua campanha está perdendo força.
A CEO da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta semana que a empresa não pode reagir diariamente às oscilações dos preços do petróleo, de acordo com sua política de precificação de combustíveis, sob o risco de perder participação de mercado.
-- Com colaboração de Martha Beck e Mariana Durão.
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