Fundo de pensão do Rio é alvo de operação da PF após investir em ativos do Master

Investigação envolve aplicações feitas entre 2023 e 2024 pelo fundo de pensão estadual do Rio e se soma à apuração sobre o caso do banco Master

Sede do Banco Master na região da Faria Lima, em São Paulo: nova operação realizada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (14) (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Por Matheus Piovesana - Daniel Carvalho
23 de Janeiro, 2026 | 09:57 AM

Bloomberg — A polícia brasileira começou a investigar um fundo de pensão de funcionários públicos do Rio de Janeiro e seus investimentos no Banco Master, o que marca a mais nova fase da investigação do que poderia ser a maior fraude bancária do país.

A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (23) quatro mandados de busca e apreensão por supostas operações financeiras irregulares que expunham o patrimônio do fundo a um risco elevado e “incompatível com sua finalidade”, segundo um comunicado.

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O fundo carioca investiu cerca de R$ 1 bilhão em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, que são um tipo de instrumento não segurado pelo FGC.

O Rioprevidência não respondeu imediatamente a telefonemas e pedidos de comentário enviados por e-mail. O fundo disse em dezembro que obteve uma decisão judicial que permitiu reter os pagamentos a empréstimos consignados concedidos pelo Master a servidores públicos.

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Essas operações foram realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, segundo a polícia.

O fundo de pensão do Rio, Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, não respondeu imediatamente às ligações telefônicas e aos pedidos de comentários enviados por e-mail.

O fundo informou em dezembro que recebeu uma decisão judicial que lhe permite manter as cobranças dos empréstimos consignados que o Banco Master fez aos funcionários públicos.

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A operação policial de sexta-feira representa a mais recente reviravolta na derrocada do Banco Master, que foi liquidado pelo banco central do Brasil em novembro e está enfrentando alegações de fraude em seus ativos.

O caso pode ser o maior golpe bancário da história do país, disse o Ministro da Fazenda Fernando Haddad no início deste mês.

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Os advogados do presidente-executivo do Banco Master, Daniel Vorcaro, não quiseram comentar na sexta-feira.

O FGC estima que pagará 40,6 bilhões de reais aos investidores do Banco Master, um ônus que aumentará depois que o banco central liquidou nesta semana a Will Financeira SA Crédito, Financiamento e Investimento, uma fintech controlada pela empresa agora falida.

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