Bloomberg — O Brasil apresentou na segunda-feira (17) uma versão atualizada de seu plano climático nacional. Trata-se da primeira revisão da principal política do país para redução de emissões de dióxido de carbono e adaptação ao aquecimento global desde 2008.
O plano revisado, que vai até 2035, reafirma sua ênfase no fim do desmatamento como a principal estratégia para reduzir as emissões.
Diferentemente da maioria dos países, a principal fonte de poluição por carbono no Brasil é a mudança no uso da terra, que resulta na perda de florestas, principalmente na região amazônica.
Leia também: Brasil registra queda no desmatamento da Amazônia apesar de incêndios recordes
A mudança no uso da terra é responsável por quase metade das emissões do país. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva comprometeu-se a eliminar o desmatamento até 2030.
O país é um dos dez maiores emissores globais de carbono. Sua promessa no Acordo de Paris é reduzir suas emissões em 59% a 67% abaixo dos níveis de 2005 até 2035, e chegar a zero líquido até 2050.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse que reduzir as emissões e fortalecer a resiliência às mudanças climáticas “significa proteger a vida daqueles que já sofrem com as fortes chuvas, secas e ondas de calor extremas que a emergência climática está tornando mais intensas e frequentes”.
Em uma avaliação preliminar, o Observatório do Clima, uma rede de grupos ambientais e da sociedade civil, bem como de instituições de pesquisa, elogiou o plano por envolver muitos ministérios do governo e abordar prioridades transversais, mas disse que ele não demonstrava ambição suficiente para fazer a transição para longe dos combustíveis fósseis.
Claudio Angelo, coordenador de políticas internacionais do Observatório do Clima, disse que o plano atualizado é muito mais abrangente do que a versão de 2008.
“O novo plano abrange todos os setores, inclui adaptação e começa a tratar da implementação. Não é ruim”, disse Angelo. “
Mas ainda está longe de proporcionar a transformação econômica de que precisamos para que o Brasil dê sua contribuição justa para um mundo 1,5C.”
Veja mais em bloomberg.com
Leia também
COP30 chega ao fim com acordo climático, mas sem mencionar combustíveis fósseis
©2026 Bloomberg L.P.








