Estoques de óleo viram problema para a China enquanto compra soja do Brasil e dos EUA

Importações chinesas de soja continuam sustentando um ritmo intenso de esmagamento, mas a desaceleração econômica e a redução das refeições fora de casa enfraquecem a demanda por óleo comestível, criando um excedente que levou os estoques a quase 1,5 milhão de toneladas

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Bloomberg — Os estoques de óleo de soja da China atingiram um recorde, à medida que as elevadas taxas de esmagamento aumentaram a oferta, enquanto o consumo do óleo comestível permaneceu fraco.

O maior importador mundial de soja vem adquirindo a semente oleaginosa tanto do Brasil quanto dos EUA para alimentar seu enorme rebanho, ao mesmo tempo em que cumpre a promessa de Pequim de comprar remessas americanas no âmbito de uma trégua comercial.

No entanto, as elevadas taxas de esmagamento aumentaram a oferta de óleo de soja, enquanto os consumidores reduziram as refeições fora de casa devido à desaceleração da economia.

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Os estoques comerciais de óleo de soja no país, na sexta-feira, subiram para quase 1,5 milhão de toneladas, um aumento de 4,3% em relação ao ano anterior, atingindo o nível mais alto para esta época do ano desde pelo menos 2024, informou a consultoria chinesa Mysteel em um relatório divulgado na noite de segunda-feira (2).

Os estoques semanais de farelo de soja no país também atingiram o nível mais alto em mais de dois anos em outubro, antes de recuarem ligeiramente.

A pressão sobre os estoques de óleo de soja ainda não diminuiu substancialmente, já que as altas taxas de operação nas usinas de esmagamento têm gerado produção mais rapidamente do que ela pode ser vendida e entregue, informou a filial da COFCO Futures em Wuhan em uma nota na terça-feira (3).

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Com o excesso de oferta, os produtores chineses foram levados a vender mais no exterior. As exportações de óleo de soja nos primeiros nove meses mais que triplicaram em relação ao ano anterior, chegando a quase 800 mil toneladas.

Os contratos futuros de óleo de soja mais negociados na Bolsa de Mercadorias de Dalian caíram até 1%, devido ao peso da oferta doméstica abundante. Os preços também sofreram pressão do petróleo bruto, que havia despencado devido ao otimismo em relação às negociações de paz entre os EUA e o Irã.

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