Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) subia na manhã desta quinta-feira (25), após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país. Os investidores também seguem de olho no teto da dívida dos Estados Unidos.
Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA-15 desacelerou e teve alta de 0,51% em maio, abaixo do esperado pelo mercado financeiro. Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,07%, abaixo dos 4,16% registrados em abril — o menor número para o período desde outubro de 2020. No ano, o IPCA acumula alta de 3,12%.
A mediana das previsões dos economistas ouvidos pela Bloomberg News indicava que o índice teria aceleração tanto na comparação mensal (de 0,57% para 0,61%) quanto na anual (de 4,16% para 4,18%).
A desaceleração pode ser um sinal para que o Banco Central (BC) reduza os juros nas próximas reuniões. A taxa Selic atual está a 13,75%.
Nos Estados Unidos, nem mesmo o otimismo do presidente da Câmara, Kevin McCarthy, de que a Casa Branca e os negociadores republicanos chegariam a um acordo a tempo de evitar um calote potencialmente catastrófico não acalmou os analistas, já que os EUA foram colocados sob vigilância de ratings soberanos.
A Fitch Ratings, por exemplo, alertou que a classificação AAA do país está ameaçada pelo impasse político.
Confira o desempenho dos mercados nesta quinta-feira (25):
- O Ibovespa subia 1,76% às 10h28 (horário de Brasília), negociados aos 110.711 pontos;
- O dólar à vista tinha alta de 0,51%, a R$ 4,98;
- Nos EUA, os índices futuros operavam mistos: o Dow Jones caía 0,08%, o S&P 500, subia 0,85%, enquanto o Nasdaq 100 tinha alta de 2,33%.
-- Com informações de Bloomberg News
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