Cinco coisas que você precisa saber para começar esta quarta-feira

Mercados reagem às boas notícias das big techs e seguem de olho nos efeitos da crise bancária; no Brasil, destaque para juros e IPCA-15

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Bloomberg Línea — Os mercados reagem aos resultados das big techs nos Estados Unidos nesta quarta-feira (26), um alívio para os investidores norte-americanos após um dia de baixa nas bolsas por temores sobre a crise bancária, em especial após as últimas notícias do First Republic Bank.

Na agenda corporativa, é dia de divulgação de resultados da Gol (GOLL3) e da Vale (VALE3). Nos Estados Unidos, seguindo a lista das gigantes de tecnologia, o destaque fica para a Meta (META), após o fechamento do pregão.

No Senado, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou ontem (25) que a inflação não é o único motivo para que a taxa de juros do Brasil continue alta. Além disso, segundo ele, não se sabe quando a Selic ficará abaixo do patamar atual, de 13,75%.

Por aqui, outro assunto que deve mexer com o Ibovespa (IBOV) é a primeira derrota do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na Câmara. Segundo o jornal Valor Econômico, os deputados não aprovaram o fim da isenção de impostos federais para as empresas beneficiadas pelo Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse).

Hoje também é divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). A Bloomberg News prevê uma desaceleração no índice, que é conhecido como prévia da inflação oficial.

Confira a seguir cinco destaques desta quarta-feira (26):

1. Campos Neto sobre juros

Em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), Campos Neto afirmou que a alta dívida bruta do governo também implica em uma taxa de juros mais alta.

Segundo ele, outros motivos que levaram ao aumento da Selic foram a baixa taxa de recuperação de crédito pelos bancos – uma vez que a inadimplência é alta, disse –, a baixa taxa de poupança e a percepção de riscos.

O presidente do BC também afirmou que o “combate à inflação é o maior instrumento social que existe”.

“Estamos com juros compatível para esse tipo de problema. Combate à inflação é o maior instrumento social que existe. O nosso trabalho é fazer a inflação convergir para a meta com o mínimo de custo social. A inflação é muito nociva para o rendimento dos mais carentes. Se o Banco Central quisesse convergir a meta de inflação em 2023 em 3,25%, ele teria subido os juros em 26,5%, é óbvio que não vamos fazer isso, estamos buscando suavizar”, disse ele.

2. Resultados das big techs

Microsoft (MSFT) e Alphabet (GOOGL) anunciaram resultados acima das expectativas após o fechamento do mercado de terça-feira (25), que devem se refletir positivamente nos negócios desta quarta. A companhia fundada por Bill Gates registrou lucro de US$ 2,45 por ação no primeiro trimestre deste ano e as vendas subiram 7,1%, para US$ 52,9 bilhões.

A Alphabet, dona do Google, por sua vez, teve lucro líquido de US$ 15 bilhões, ou US$ 1,17 por ação, em comparação com a estimativa de US$ 1,09 por ação de Wall Street. As vendas da Alphabet, excluindo pagamentos de parceiros, foram de US$ 58,07 bilhões no trimestre, superando a estimativa média dos analistas de US$ 56,98 bilhões.

3. Mercados

Os contratos futuros de ações dos Estados Unidos avançam com os fortes ganhos das empresas de tecnologia Alphabet e Microsoft após o fechamento de Wall Street, oferecendo aos investidores algum alívio em meio às contínuas preocupações com a saúde da economia.

Os contratos do S&P 500 tinham alta de 0,07% por volta das 8h50 (horário de Brasília), depois que o índice teve a maior queda em um mês na terça-feira, prejudicado em parte pela queda de 49% do First Republic Bank.

4. Manchetes

Estadão: Governo indica recuo e deve propor modificações nos decretos que alteraram o marco do saneamento

Folha de S. Paulo: Julgamento bilionário no STJ é primeiro teste para ajuste fiscal de Haddad

O Globo: Bolsonaro depõe hoje à PF sobre ataques golpistas: saiba o que ele terá de responder sobre o 8 de janeiro

Valor Econômico: Empresas estudam oferta para fechar capital

5. Agenda

Na zona do euro, às 9h, no horário de Brasília, acontece o discurso de Luis de Guindos, do Banco Central Europeu (BCE). Às 10h45, é a vez de Tuominen, do Conselho Fiscal do BCE.

Nos Estados Unidos, às 9h30 são divulgados os dados de pedidos de bens duráveis, a balança comercial de bens e o nível de estoques do varejo excluindo automóveis. Às 11h30, são divulgados os estoques de petróleo bruto e em cushing. Às 14h, acontece o leilão americano note a cinco anos.

-- Com informações da Bloomberg News.

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