Cinco coisas que você precisa saber para começar esta sexta-feira

Investidores monitoram arcabouço fiscal e um dos índices preferidos do Fed, a ser divulgado nesta sexta-feira (31)

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Bloomberg Línea — Nesta sexta-feira (31), os investidores continuam a monitorar no Brasil os efeitos das novas regras do arcabouço fiscal, anunciado na quinta-feira (30). Hoje também serão divulgados por aqui dados sobre a taxa de desemprego. Mais cedo, foi publicada a relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB).

Já nos Estados Unidos, os olhares seguem voltados para dados que possam dar pistas sobre futuras decisões do Federal Reserve (Fed) em relação aos juros do país.

Nesta sexta, por exemplo, será divulgado às 9h30 (horário de Brasília) o índice de despesas com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) — um dos índices preferidos do Fed. Os economistas estimam que o núcleo do PCE, que exclui preços de alimentos e combustível, deve subir 0,4% em relação ao mês anterior, de acordo com a projeção mediana em um levantamento da Bloomberg. Em janeiro, a alta foi de 0,6%, a maior desde junho.

O setor bancário parece estar passando por algum alívio após semanas de turbulência.

No cenário político, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi indiciado pela Justiça de Nova York por supostamente direcionar pagamentos secretos a uma estrela pornô durante sua campanha à presidência em 2016.

Confira as notícias que devem movimentar os mercados nesta sexta-feira (31):

1. Arcabouço fiscal

O novo arcabouço fiscal, nova regra para as despesas da União em substituição ao teto de gastos, prevê uma banda (um intervalo) para o crescimento real da despesa primária entre 0,6% a 2,5% ao ano, de acordo com o plano apresentado na quinta-feira (30) pelo governo.

Dentro dessa faixa, o crescimento da despesa federal será limitado a 70% da variação da receita primária dos últimos 12 meses. Isso significa que as despesas terão um limite de crescimento real de 2,5% mesmo se as receitas tiverem uma expansão maior.

Segundo economistas consultados pela Bloomberg Línea, objetivamente, as novas regras são positivas e mostram um compromisso com a estabilização do crescimento da dívida. Porém, a falta de clareza sobre os cálculos usados pelo governo deixou um ponto de interrogação e sugere uma trajetória mais elevada.

2. Alívio aos bancos

Os bancos reduziram seus empréstimos de duas linhas de crédito do Federal Reserve na semana, um sinal de que a demanda por liquidez pode estar se estabilizando.

As instituições americanas somaram US$ 152,6 bilhões em empréstimos pendentes na semana até 29 de março, ante US$ 163,9 bilhões na semana anterior.

Os números mais recentes sugerem que os esforços dos formuladores de políticas para conter o contágio após uma série de colapsos bancários estão funcionando, embora os bancos ainda estejam tomando empréstimos muito mais do que o normal em períodos de baixo estresse.

3. Mercados

Os contratos futuros de ações dos Estados Unidos operavam próximos da estabilidade por volta das 9h10 (horário de Brasília), enquanto as ações europeias subiam, com os traders aguardando os dados de inflação nos EUA.

Um índice de ações globais caminha para seu segundo ganho trimestral consecutivo, ressaltando o otimismo dos investidores diante da turbulência bancária e das taxas de juros elevadas.

4. Manchetes do dia

Estadão: Juscelino Filho mentiu em documento oficial sobre viagem que fez a São Paulo

Folha de S. Paulo: Exército ameaça punir militar que comemorar aniversário do golpe

O Globo: Governo conseguirá cumprir regra fiscal sem elevar impostos? Entenda os planos de Haddad

Valor Econômico: Para economistas, crescimento das despesas preocupa no novo arcabouço fiscal

5. Agenda

Em um dia de agenda cheia nos Estados Unidos, as atenções estarão voltadas para os números do PCE às 9h30. Às 10h45 será publicado o PMI de Chicago. Logo depois, às 11h, é divulgada a confiança do consumidor da Universidade Michigan e o índice Michigan de percepcão do consumidor.

Às 14h, é publicada a contagem de sondas Baker Hughes, enquanto às 16h05 acontece o discurso de Williams, do Fomc. Para fechar a sexta, às 17h30 são divulgadas as posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC em relação ao petróleo, ouro, Nasdaq e S&P.

Na zona do euro, acontece ao meio-dia o discurso de Christine Lagarde, presidente do BCE, e às 17h30 a publicação das posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC em relação ao euro.

No Brasil, no mesmo horário, são divulgadas as posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC em relação ao real.

Por aqui, atenção ainda para a taxa de desemprego às 9h.

-- Com informações da Bloomberg News.

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