As apostas para o mercado imobiliário de luxo

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O segmento de imóveis de médio e alto padrão segue aquecido em 2023, mesmo com a taxa de juros em patamar elevado no Brasil, segundo as principais incorporadoras do país.

Devido à resistência do cliente de maior renda aos efeitos da inflação e dos juros,esse já representa cerca de 30% das vendas anuais do setor, segundo dados da Abrainc. Em média, o Brasil comercializa cerca de 157 mil imóveis por ano. Desse total, o MAP responde por cerca de 46 mil unidades.

A pedido da Bloomberg Línea, cinco players apontaram as principais apostas para esse mercado. Há lançamento com metro quadrado avaliado em mais de R$ 50 mil, como é o caso de um projeto da JHSF.

A título de comparação, o valor médio do m² na cidade de São Paulo é R$ 10.226, segundo o relatório do Índice FipeZap+ de Venda Residencial divulgado no começo de fevereiro.

Leia mais: Os imóveis de luxo mais caros em que o mercado aposta para os próximos anos

No Radar

Os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos e as palavras do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, ao longo desta semana devem dominar a atenção dos investidores, que buscam sinais sobre a magnitude do aperto monetário que deverá ser aplicada para conter a inflação.

🗣️ Powell no Capitólio. O presidente do Fed falará amanhã no Senado e também em um comitê da Câmara na quarta-feira. Esse testemunho de dois dias possivelmente será a última manifestação pública do banqueiro central antes da próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), dias 21 e 22 de março.

🚘 Mais descontos. A Tesla voltou a reduzir os preços de seus veículos nos Estados Unidos, com o objetivo de acelerar as vendas antes do fechamento do trimestre. O sedã Model S ficou US$ 5.000 mais barato, a US$ 89.990 e o preço do SUV Model X caiu US$ 10.000, para US$ 99.990.

🏮 Visão comedida. A China frustrou a expectativa de economistas e do mercado financeiro ao estabelecer uma meta de crescimento econômico para este ano de 5%, considerada modesta. Esse número leva à suposição de que Pequim não deve adotar políticas de escala para estimular o consumo, o que sugere também um impulso mais moderado para a economia mundial.

🟢 As bolsas na sexta (03/03):Dow Jones Industrials (+1,17%), S&P 500 (+1,61%), Nasdaq Composite (+1,97%), Stoxx 600 (+0,92%), Ibovespa (+0,52%)

Os mercados acionários dos EUA foram impulsionados por apostas de que o Fed não elevará a taxa de juro além do pico já fixado pelo mercado. Um relatório do setor de serviços, que mostrou custos subindo a um ritmo mais lento, sustentou o apetite por risco dos investidores.

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Agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

• PMI da Construção/Fev: Zona do Euro, Alemanha, Inglaterra, Alemanha, França e Itália)

• EUA: Encomendas à Indústria e Pedidos de Bens Duráveis/Jan

• Europa: Zona do Euro (Vendas no Varejo/Jan, Confiança do Investidor-Sentix/Mar); Reino Unido (Vendas no Varejo BRC/Fev); Alemanha (Saldo das Transações Correntes/Jan); Espanha (Confiança do Consumidor)

• Ásia: Japão (Rendimento Médio do Trabalhador/Jan, Massa Salarial/Jan, Reservas Internacionais )

• América Latina: Brasil (Boletim Focus, Produção e Vendas de Veículos/Fev); México (Investimento Fixo Bruto/Dez)

• Bancos centrais: Discursos de Philip Lane (BCE), Burkhard Balz-(Bundesbank)

• Balanços: Revlon, Grupo Argos, Embotelladora Andina, BBVA, Grupo Supervielle, Azul, Movida

🗓️ Os eventos de destaque na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

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