Barcelona, Espanha — Dia de veredito do Federal Reserve (Fed) e de buscar pistas sobre o futuro dos juros norte-americanos. Os investidores saberão se o banco central confirma suas expectativas de moderação na alta do custo do dinheiro. Começará a preparar seu plano de saída? O mercado aguarda um aumento de juros da ordem de 0,25 ponto percentual, para um intervalo de 4,50% a 4,75%. Esta seria uma mudança de curso frente ao 0,50 ponto percentual aplicado em dezembro, que sucedeu quatro aumentos maiores, de 0,75 ponto, no ano passado. No Brasil o dia também é de decisão sobre juros.
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As ações na Europa avançavam e os futuros de índices nos Estados Unidos iam em sentido oposto, em um dia repleto de riscos, que além da decisão do Fed incluem os balanços corporativos.
O índice Stoxx Europe 600 mantinha um avanço modesto depois o mercado tomou conhecimento da desaceleração acima do previsto dos preços ao consumidor na Zona do Euro, sugerindo um debate acalorado sobre quanto o Banco Central Europeu (BCE) aumentará as taxas de juros amanhã. A leitura de janeiro chegou a +8,5%, informou a Eurostat na quarta-feira, inferior às estimativas dos economistas de uma inflação de +8,9%.
A terceira retração mensal foi impulsionada pela energia. Contudo, o núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, seguiu em uma marca histórica de +5,2%.
Os futuros do S&P 500 e do Nasdaq 100 recuavam depois que o Nasdaq fechar o mês de janeiro com um salto superior a 10%, em uma recuperação sem precedentes em mais de duas décadas.
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🎲 Começam as apostas. É consenso que a partir de hoje o Fed optará por suavizar sua política monetária, devido ao esfriamento da inflação e à perda de tração de alguns indicadores macroeconômicos. Mas o mercado ainda tem muitas perguntas sem respostas. Até quando continuará subindo os juros? Qual o nível aceitável para manter o equilíbrio entre controle da inflação x crescimento econômico? Em que condições - e quando - começará a baixar as taxas? Muitos analistas estimam que o Fed considera como teto a taxa de 5% - a partir daí, poderia iniciar um ciclo de baixa.
👁️ De olho na macro. Há muitas referências macroeconômicas na agenda de hoje. Nos Estados Unidos, o prato principal são os dados sobre emprego, que oferecerão um retrato do delicado equilíbrio entre pressão salarial e a perda de ritmo do mercado de trabalho. Os indicadores PMI industriais ao redor do globo e a inflação ao consumidor na Europa completarão o panorama e serão monitorados de perto, sobretudo porque amanhã o Banco Central Europeu (BCE) profere sua decisão sobre juros - se espera um aumento maior do que o aplicado pelo Fed, de 0,5 ponto percentual.
🇧🇷 No Brasil... O Banco Central decide o patamar da primeira taxa de juros sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa unânime dos analistas é de que a Selic seja mantida em 13,75% ao ano. A dúvida é como e se o BC reagirá, no comunicado, a eventos recentes protagonizados pelo governo.
🟢 As bolsas ontem (31/01): Dow Jones Industrials (+1,09%), S&P 500 (+1,46%), Nasdaq Composite (+1,67%), Stoxx 600 (-0,26%), Ibovespa (+1,03%)
A expectativa de que o Fed deixe de aumentar as taxas de juros a partir de março levou as bolsas norte-americanas a fecharem com alta significativa. O Nasdaq Composite registrou o seu melhor mês desde julho e o melhor começo de ano desde 2001.
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Na agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• PMIs Industriais: EUA, Zona do Euro, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Espanha, México
• Bancos centrais: Reuniões de Política Monetária do FOMC-Fed e do Banco Central do Brasil
• EUA: Empregos ADP/Jan, Ofertas de Empregos JOLTs, Pedidos de Hipotecas, Índice ISM do Setor Manufatureiro/Jan, Reunião OPEP
• Europa: Zona do Euro (IPC/Jan, Taxa de Desemprego/Dez); Itália (IPC/Jan)
• Ásia: Japão (Base Monetária)
• América Latina: Brasil (IPP/Dez, Balança Comercial)
• Balanços: Meta Platforms, Peloton Interactive, Novartis, BBVA
📌 Para a semana:
• Quinta-feira: Banco centrais (Decisão sobre Juros do BoE e do BCE. EUA (Pedidos de Iniciais de Seguro Desemprego, Demissões Anunciadas Challenger/Jan, Pedidos de Bens Duráveis/Dez, Encomendas à Indústria/Dez); China (PMI de Serviços Caixin/Jan); Japão (PMI Serviços); Brasil (IPC-Fipe/Jan). Balanços: Alphabet, Apple, Amazon, Qualcomm, Eli Lilly, Roche, Merck, Sheel, Deutsche Bank e Santander
• Sexta-feira: PMI Global Composto e de Serviços; EUA (Relatório de Emprego-Payroll/Dez, Taxa de Desemprego/Jan, ISM Não-Manufatureiro); Zona do Euro (IPP/Dez); Brasil (Produção Industrial/Dez); Bancos centrais (Discurso de Huw Pill-BoE, Frank Elderson (BCE). Balanço: Sanofi
(Com informações da Bloomberg News)
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