Petróleo amplia ganhos com otimismo sobre China superando temores de recessão

Investidores monitoram novas restrições de oferta da commodity à Rússia e o rumo da taxa de juros do Federal Reserve nos Estados Unidos

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Bloomberg — O petróleo avança nesta sexta-feira (27) em linha com uma recuperação mais ampla do mercado, com um otimismo sobre a demanda chinesa superando as preocupações com a desaceleração econômica.

Os contratos futuros do petróleo tipo West Texas Intermediate (WTI) eram negociados acima de US$ 81 o barril, após fecharem em alta de 1,1% na quinta-feira (26).

Em nota, o Trafigura Group diz ver “muitas vantagens” para os mercados de petróleo à medida que a demanda reprimida é desencadeada, principalmente à medida que o consumo chinês se recupera depois que o país encerrou sua rígida política de covid zero.

O crescimento econômico dos Estados Unidos superou as expectativas no último trimestre de 2022, mas ainda há um risco considerável de recessão neste ano. O Federal Reserve deve aumentar as taxas de juros na próxima semana, embora haja especulações de que o banco central possa ser menos agressivo em seu aperto na política monetária.

“O tema do petróleo este ano é a China somado ao aperto da oferta da Rússia, em um cenário de recessão”, disse Sean Lim, analista do RHB Investment Bank Bhd em Kuala Lumpur. “Esperamos que o Brent seja negociado em média US$ 85 no primeiro trimestre.”

Os mercados chineses estão fechados esta semana para o feriado do Ano Novo Lunar e serão reabertos na segunda-feira (30).

Confira os preços do petróleo nesta sexta-feira (27):

  • Por volta das 9h15 (horário de Brasília), o contrato do petróleo tipo WTI para março subia 1,62%, a US$ 82,32 o barril;
  • O petróleo tipo Brent para março avançava 1,54%, a US$ 88,82 o barril;

O petróleo se recuperou de uma forte queda no início do ano e a liquidez está voltando ao mercado futuro. A atenção tem se voltado para as possíveis consequências das sanções da União Europeia aos embarques marítimos de produtos petrolíferos da Rússia no início do próximo mês.

A União Europeia está considerando um plano para limitar o preço das exportações de combustíveis refinados premium, como o diesel, a US$ 100 o barril.

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