Mercados em suspense pelo resultado do CPI e rumo dos juros nos EUA

Operadores esperam uma desaceleração de preços que possa referendar um ajuste de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Fed

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Barcelona, Espanha — Todas as atenções estarão voltadas hoje para o comportamento do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de dezembro. O núcleo do indicador, que expurga variações de preços de alimentos e energia, deve dar aos investidores uma base mais firme para projetar o ritmo do aperto monetário nas próximas reuniões do Federal Reserve (Fed).

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O modo de espera no mercado acionário é notado pelas variações próximas a zero entre os futuros de índices nos Estados Unidos. No mercado europeu, as principais bolsas registravam alta após um fechamento positivo na Ásia.

Vale mencionar que, na China, a inflação ao consumidor acelerou para uma alta de +1,8% em dezembro, em linha com as expectativas dos economistas. Já os preços no atacado caíram -0,7% em dezembro, mais que o recuo esperado de -0,1%.

No segmento de renda fixa, os rendimentos dos bônus de 10 anos dos Estados Unidos subiam instantes atrás, com prêmio a 3,54%, e o dólar se depreciava em relação a outras divisas.

Em outros mercados, o barril de petróleo WTI valorizava-se, assim como o ouro e o bitcoin, que avançava mais de 3% nesta jornada.

→ O que move os mercados hoje

📉 O que esperar do CPI? A inflação norte-americana em dezembro deverá marcar +6,5% na base anual, mais moderada que os +7,1% da última medição. Para o núcleo, a expectativa é de que baixe de +6,0% para +5,7% frente ao ano anterior.

🟢 Boas perspectivas. No caso de estas estimativas se confirmarem, esta seria a maior leitura de dezembro a dezembro desde 1981. Embora esteja bem acima do objetivo do Fed, e ajude a explicar sua política de manter os juros mais altos por mais tempo, o avanço dos preços na base anual está se desacelerando. Este seria o sexto mês consecutivo de queda desde o máximo de +9,1% anotado em junho. Os números serão conhecidos às 10h30 de Brasília.

👆🏻 Além das telas próprias. A Apple está estudando a adoção de touchscreen em seus computadores Mac, segundo fontes consultadas pela Bloomberg. É uma quebra de tabu para a marca, que sempre argumentou que as telas sensíveis não funcionam bem em portáteis, destacando o iPad como a melhor opção para isso. A empresa também planeja produzir telas próprias para seus dispositivos móveis, uma medida que visa reduzir sua dependência de fornecedores.

🔛 Movimento em suspense. Mais do que os números, os operadores monitoram os negócios antecipadamente, já que no mês passado ocorreram transações massivas com bônus de 10 anos poucos segundos antes da divulgação do IPC.

A reabertura e o petróleo. A reabertura da China agita as expectativas para os preços de commodities e poderá levar o barril de petróleo a US$ 110 no terceiro trimestre deste ano, segundo o Goldman Sachs.

🟢 As bolsas ontem (11/01): Dow Jones Industrials (+0,80%), S&P 500 (+1,28%), Nasdaq Composite (+1,76%), Stoxx 600 (+0,38%) , Ibovespa (+1,53%)

Em mais um pregão de ganhos, o mercado de ações dos EUA se sustentou com apostas em uma desaceleração do IPC de dezembro que leve o Fed a conter seu ritmo de aumento de taxas. Os operadores também se preparam para a temporada de balanços.

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Na agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

EUA: IPC/Dez; Pedidos Iniciais de Seguro Desemprego, Balanço Orçamentário/Dez

Europa: Alemanha (Saldo de Transações Correntes)

Ásia: Japão (Investimento Estrangeiro em Ações, Massa Monetária/Dez)

América Latina: Brasil (Crescimento do Setor de Serviços/Nov) Argentina (IPC/Dez)

Bancos Centrais: (Relatório Mensal do BCE, Discursos de Patrick Harker, James Bullard, Thomas Barkin-Fed e Catherine Mann-BoE)

Balanços: TSM, Tesco

📌 Para amanhã

• EUA (Preços de Bens Importados e Exportados/Dez, Índice Michigan de Confiança do Consumidor/Jan); Zona do Euro (Produção Industrial/Nov, Balança Comercial/Nov) Reino Unido (PIB, Produção do Industrial/Nov, Balança Comercial/Nov), Alemanha (PIB); França e Espanha (IPC/Dez); China (Balança Comercial/Dez); Brasil (IBC-Br/Nov); Bancos centrais (Discurso de Patrick Harker-Fed); Balanços (United Health, JPMorgan, Bank of America, BlackRock, Citigroup, Delta Airlines)