Bolsa cai com exterior, pressionada por bancos e indefinição em eleição nos EUA

After Hours: ações do Bradesco afundaram mais de 17% após banco decepcionar nos resultados do 3º tri e alertar para cenário desafiador

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Bloomberg Línea — Pressionado pela queda das ações de grandes bancos, o Ibovespa (IBOV) encerrou o pregão desta quarta-feira (9) em queda de 2,22%, aos 113.850 pontos, enquanto o dólar avançou em meio ao sentimento de cautela.

Na bolsa, o destaque negativo ficou com as ações de Bradesco (BBDC4) que afundaram 17,38%, a R$ 15,35, após a companhia decepcionar em seu balanço referente ao terceiro trimestre. No período, o lucro do banco caiu 22,8%, para R$ 5,2 bilhões na comparação anual, com o indicador de rentabilidade (ROE) despencando de 18,6% para 13% em 12 meses.

Em teleconferência com analistas, o CEO do Bradesco Octavio de Lazari Junior descreveu o cenário como uma “tempestade perfeita” e alertou para um quarto trimestre também desafiador, com a previsão de uma possível venda de carteira de crédito e provisão adicional para cobrir o risco dos devedores.

Atenção ainda para os papéis de Santander Brasil (SANB11), Itaú Unibanco (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3), que recuaram 5,96%, 4,80% e 2,65, respectivamente, na B3.

Por aqui, investidores seguiram monitorando as discussões sobre a aprovação de uma PEC para que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consiga cumprir as suas promessas de campanha.

No exterior, a sessão também foi de perdas para os índices acionários nos Estados Unidos, com os resultados das eleições de meio de mandato no país mostrando uma vantagem menor para os republicanos do que o esperado. Por lá, os investidores esperam os dados de inflação (CPI), que serão acompanhados de perto na quinta-feira (10) em meio ao agressivo aperto monetário promovido pelo Federal Reserve.

Confira como fecharam os mercados nesta quarta-feira (9):

-- Com informações de Bloomberg News

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