O que preocupa a BlackRock no Brasil

Também no Breakfast: Inflação nos EUA orientam os negócios (e a política do Fed); Alckmin ganha força como chefe da Economia com Lula eleito, dizem fontes e Schroders reduz exposição a estatais brasileiras

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Bloomberg Línea — Bom dia! Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças.

O cenário atual tem sido desafiador para os investimentos no Brasil e no mundo, com alta dos juros e da inflação, e isso em meio à proximidade das eleições presidenciais. Mas não são esses fatores que têm mantido os estrategistas da BlackRock acordados à noite. A maior preocupação é, na realidade, o baixo crescimento econômico estrutural do país, que tende a afetar os retornos no médio e longo prazo.

“Estamos preocupados com o fato de que muitas das decisões que precisam ser feitas para driblar esse baixo crescimento [no Brasil] não estão sendo tomadas. Muitas delas são difíceis, mas vemos que outras regiões têm conseguido manter a expansão da atividade - não só entre os emergentes, como também nos Estados Unidos”, afirmou ontem Axel Christensen, estrategista-chefe de investimentos para América Latina, durante conversa com jornalistas.

Segundo ele, com os investidores globais escolhendo onde vão direcionar seus recursos, o maior desafio – e não apenas no Brasil, mas também no México –, é como aumentar os níveis de crescimento.

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Na trilha dos Mercados

A inflação dos Estados Unidos é o destaque do dia e concentrará todas as atenções. Isso porque poderá moldar a política de alta dos juros do Federal Reserve (Fed), que tem calibrado o custo do dinheiro com o intuito de domar os preços.

O consenso do mercado aponta para uma desaceleração do índice, mas há divergências quanto ao núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia. Se este mostrar aceleração, pode minar o bom humor que se instalou nas últimas sessões.

⏹️ Parou de subir? Espera-se que o relatório de inflação dos EUA mostre um índice de preços ao consumidor mais moderado em agosto, com uma alta anual de 8% - abaixo dos 8,5% de julho. Enquanto alguns operadores apostam que a moderação dos preços permitirá ao Fed terminar mais cedo seu ciclo de aperto monetário, outros advertem que há um longo caminho a percorrer para que o indicador atinja um nível aceitável para o banco central.

🔥 Preços (ainda) abrasadores. Alemanha e Espanha também apresentaram seus índices de inflação. O IPC da Alemanha subiu para +7,9% em agosto, ligeiramente acima dos +7,5% anuais registrados em julho, informou esta manhã o Destatis, o escritório de estatísticas alemão. O aumento de 7,9% é o maior desde maio, quando o mesmo número foi registrado e representou a taxa mais alta de toda a série histórica, que começou em 1991. Na Espanha, a inflação de agosto subiu +10,5% ano a ano, um pouco acima da estimativa preliminar publicada no mês passado, mas abaixo dos 10,8% registrados até julho, segundo o Instituto Nacional de Estatística.

🇪🇺 Confiança abalada. Na Alemanha, o índice ZEW de Sentimento Econômico caiu mais que o esperado na medição de setembro, para -61,9 pontos, contra expectativas de -59,5 e os -55,3 da pesquisa anterior, situando-se em níveis inferiores ao de outras crises, como a financeira ou da Covid-19.

Leia também: Aluguéis oferecem roteiro sobre rumo da inflação nos EUA

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🟢 As bolsas ontem: Dow Jones Industrials (+0,71%), S&P 500 (+1,06%), Nasdaq Composite (+1,27%), Stoxx 600 (+1,76%), Ibovespa (+0,99%)

Os mercados acionários dos EUA iniciaram a semana impulsionados por um maior apetite por risco, reagindo a um dólar mais baixo. Como o mercado dá por certo que o Fed continuará a aumentar os juros, as ações conseguiram sustentar quatro sessões consecutivas em alta. O desempenho de ontem também se apoiou nas expectativas de que a inflação americana começaria a diminuir.

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No radar

Esta é a agenda prevista para hoje:

EUA: IPC/Ago, Rendimento Real/Ago, Otimismo entre Pequenas Empresas NFIB/Ago, Relatório Mensal da OPEP, Índice Redbook

Europa: Zona do Euro e Alemanha (Indicadores ZEW de Percepção Econômica/Set); Alemanha (IPC/Ago); Reino Unido (Variação no Desemprego/Ago); Espanha (IPC/Ago); Itália (Taxa de Desemprego)

América Latina: Brasil (Evolução do Setor de Serviços/Jul)

Bancos Centrais: Pronunciamentos de Andrew Bailey (presidente do BoE), Andrea Enria (BCE), Elizabeth McCaul (BCE)

📌 Para a semana:

Quarta: Reino Unido (IPC/Ago); EUA (IPP/Ago); Japão (Produção Industrial/Jul; Utilização da Capacidade Instalada/Jul)

Quinta: EUA (Estoques do Comércio, Vendas no Varejo, Pedidos Iniciais de Seguro-Desemprego, Índice Empire State de Atividade Industrial/Set)

Sexta: Zona do Euro (IPC); EUA (Sentimento do Consumidor -Universidade de Michigan); China (Vendas de Casas, Vendas no Varejo, Produção Industrial, Taxa de Desemprego)

Destaques da Bloomberg Línea

Alckmin ganha força como chefe da Economia se Lula for eleito, dizem fontes

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Atualização da Ethereum traz riscos para outros ativos, alerta plataforma

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• Também é importante: • Startup de genética fundada por professora da USP atrai Armínio Fraga • Por que a Schroders reduziu a exposição às estatais brasileiras • Brasil é melhor aposta na região em guinada hawkish de BCs, apontam analistas

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Edição: Michelly Teixeira, News Editor | Europe