Dólar supera os R$ 5,10 e Wall Street tem terceiro pregão de quedas

After Hours: Aversão ao risco levou índices S&P 500 e o Nasdaq 100, pesado em tecnologia, a atingirem seus níveis mais baixos em um mês

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Bloomberg Línea — Uma nova onda de cautela tomou conta dos mercados nesta terça-feira (30), levando à valorização do dólar e a mais uma sessão de perdas para as bolsas globais.

Em Wall Street, as ações caíram pelo terceiro dia consecutivo depois que novos dados apontaram para a resiliência da demanda doméstica e trabalhista, reforçando a visão do Federal Reserve de que deve continuar sendo agressivo em sua luta contra a inflação. Os índices S&P 500 e o Nasdaq 100, pesado em tecnologia, atingiram seus níveis mais baixos em um mês.

Por aqui, o Ibovespa (IBOV) encerrou o pregão em baixa de 1,68%, aos 110.430 pontos, pressionado pelo mau humor externo e pela queda das blue chips Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3; PETR4), que tiveram perdas de 2,90%, 5,64% e 5,95%, respectivamente.

O movimento aconteceu em meio à derrocada nos preços do petróleo, que caíram com traders avaliando possíveis interrupções na oferta, incluindo a possibilidade de um corte na produção da Opep+.

Confira como fecharam os mercados nesta terça-feira (30):

Cena externa

Três presidentes regionais do Fed, em comentários separados nesta terça (30), reiteraram a intenção do presidente Jerome Powell de reduzir a inflação. Uma leitura sobre as vagas de emprego nos Estados Unidos aumentou os sinais de que o mercado de trabalho americano continua apertado e as pressões salariais persistem.

As atenções recaem agora sobre os pedidos de seguro-desemprego nos EUA, que serão divulgados nesta quinta-feira (1), antes do relatório das folhas de pagamento de agosto, o Payroll, na sexta-feira (2).

Os analistas permanecem confusos sobre o que as observações recentes de autoridades do Fed e os próximos dados podem significar para as ações. Enquanto o Credit Suisse (CS) recomendou que os investidores subestimassem as ações globais após o simpósio de Jackson Hole, os estrategistas do JPMorgan (JPM) dizem que uma leitura no mercado de trabalho dos EUA – que mostrou más notícias para a economia – é na verdade um sinal de alta para as ações.

-- Com informações da Bloomberg News

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