Mercados

Dólar mantém segundo dia de queda e deve fechar semana abaixo dos R$ 5,20

Perto das 14h25, a moeda recuava 0,7%, a R$ 5,1785, com investidores indicando uma menor aversão ao risco após a temporada de balanços americana melhor que o esperado

Ibovespa, que iniciou os negócios desta sexta-feira (5) em queda, virou para alta e avançava cerca de 1,07% no início da tarde
05 de Agosto, 2022 | 11:09 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — O dólar sustentava a segunda sessão de queda nesta sexta-feira (5), indicando o segundo fechamento semanal consecutivo abaixo de R$ 5,20 - o que não acontecia desde metade de junho.

Perto das 14h25, a moeda recuava 0,7%, a R$ 5,1785, com investidores indicando uma menor aversão ao risco após a temporada de balanços americana melhor que o esperado, as indicações do Federal Reserve sobre o andamento da economia e também a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil, que deixou a porta aberta para mais uma alta de juros no próxima reunião de setembro.

Já o Ibovespa (IBOV), que iniciou os negócios desta sexta-feira (5) em queda, virou para alta e avançava cerca de 1,07% no início da tarde, contrariando o movimento de queda no exterior.

O principal índice de renda variável da Bolsa brasileira operava na contramão dos mercados globais, que recuavam depois que dados de emprego nos Estados Unidos vieram mais fortes que o esperado. Os números sugerem um aperto monetário mais agressivo por parte do Federal Reserve, o banco central americano, para conter a alta da inflação.

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Nos EUA, os índices futuros chegavam a cair até 1,5%, caso da Nasdaq. De acordo com os dados do Payroll divulgados nesta sexta, os EUA criaram 528 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola em julho, acima das 250 mil vagas estimadas por economistas consultados pela Bloomberg News. A taxa de desemprego caiu para 3,5%, também melhor que os 3,6% esperados.

O forte relatório de emprego valida a visão do Fed de uma economia resiliente que pode suportar aumentos adicionais das taxas de juros. Os traders devem agora recalibrar as expectativas para a política do Fed, com uma alta de 0,25 ponto percentual esperada para a próxima reunião, em setembro.

Os ganhos corporativos combinados com a pouca liquidez dos mercados, que é comum no verão do Hemisfério Norte, levaram o mercado de ações a um rali nesta semana. Muitas empresas superaram as expectativas e provaram que podem lidar com a alta inflação e com uma perspectiva econômica sombria.

Mas os investidores voltaram a preferir títulos públicos em detrimento de ações globais, de acordo com estrategistas do Bank of America (BAC), que dizem que é hora de se afastar das ações dos EUA após o rali de julho.

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A tensão entre EUA e China também permanece entre as incertezas no radar. A China anunciou que interromperia a cooperação com os EUA em várias áreas – incluindo negociações em nível de trabalho sobre mudança climática e defesa – após a viagem da presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, a Taiwan nesta semana.

A China também enviou navios de guerra pela linha mediana do Estreito de Taiwan na primeira incursão em anos, um dia depois de provavelmente disparar mísseis sobre a ilha.

Confira o desempenho dos mercados nesta sexta-feira (5):

  • Por volta das 14h25 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 1,04%, aos 107.026 pontos;
  • O dólar à vista caía 0,68%, negociado a R$ 5,18;

-- Com informações da Bloomberg News

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Mariana d'Ávila

Mariana d'Ávila

Redatora na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero, especializada em investimentos e finanças pessoais e com passagem pela redação do InfoMoney.

Ana Siedschlag

Ana Carolina Siedschlag

Editora na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero e especializada em finanças e investimentos. Passou pelas redações da Forbes Brasil, Bloomberg Brasil e Investing.com.

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