Negócios

WeWork registra nível de ocupação do período pré-pandemia

Companhia de coworking teve 72% dos escritórios ocupados no final do segundo trimestre, mesmo nível do final de 2019

A taxa de ocupação da empresa – a porcentagem do total de mesas alugadas – caiu drasticamente durante o primeiro ano da pandemia
Por Ellen Huet
04 de Agosto, 2022 | 08:46 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — O WeWork (WE) registrou uma ocupação de 72% dos escritórios no final do segundo trimestre, igualando pela primeira vez a taxa de ocupação de antes da pandemia, no final de 2019.

A taxa de ocupação da empresa – a porcentagem do total de mesas alugadas – caiu drasticamente durante o primeiro ano da pandemia, quando muitos inquilinos cancelaram seus contratos de aluguel e decidiram trabalhar de casa. Essa métrica atingiu seu ponto baixo de 46% um ano depois.

A reviravolta para o negócio veio com a abertura de capital no ano passado, em uma transação de cheques em branco (ou SPACs, na sigla em inglês). Os prédios da WeWork voltaram a encher lentamente. A administração da empresa afirma que mais clientes são atraídos para sua oferta de espaço de escritório flexível à medida que tentam descobrir estratégias imobiliárias de longo prazo em um novo mundo de trabalho híbrido e remoto.

São 62.000 assinaturas do passe All-Access, produto que permite aos clientes reservar espaço por períodos mais curtos.

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Ocupação à parte, o desempenho do segundo trimestre foi menos animador. A empresa de coworking com sede em Nova York teve vendas de US$ 815 milhões, abaixo da média das estimativas de analistas compiladas pela Bloomberg de US$ 821 milhões.

O WeWork continua a perder dinheiro e está diminuindo essa diferença mais lentamente do que o previsto: no último trimestre, registrou uma perda de US$ 635 milhões, quando os analistas esperavam US$ 479 milhões. Seu prejuízo no segundo trimestre é maior do que os US$ 504 milhões do primeiro trimestre.

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