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Cash is king: cautela de gestores globais é a maior desde 2001, revela BofA

Levantamento com cerca de 260 gestores que têm US$ 722 bilhões na carteira aponta aversão ao risco que supera a da crise financeira de 2008

Há tempo fechado para a tomada de risco, segundo o sentimento de gestores globais em pesquisa do BofA
Por Michael Msika e Sigarika Jaisinghani
19 de Julho, 2022 | 08:33 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg Línea — Para quem ainda tinha dúvidas do sentimento de cautela e aversão ao risco que tomou conta de grandes investidores, os resultados do mais novo levantamento mensal do Bank of America com gestores servem como um termômetro do sentimento predominannte nos mercados globais.

Grandes investidores reduziram a sua exposição ao risco em níveis não vistos desde 2001, segundo a pesquisa com 259 gestores globais que, juntos, administram US$ 722 bilhões em patrimônio, na semana encerrada na última sexta-feira (15).

Praticamente seis em cada dez gestores (58%) disseram que estão tomando menos risco que o normal, um nível superior ao registrado na crise financeira global de 2008. Trata-se de um “resultado líquido”, ou seja, que subtrai os percentuais daqueles que disseram tomar mais risco que o normal.

O percentual de capital alocado em ações atingiu níveis não vistos desde a crise de 2008, enquanto a exposição a cash - dinheiro em caixa - atingiu o maior patamar desde 2001.

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As expectativas de crescimento global e dos lucros corporativos caíram ao menor patamar de todos os tempos da pesquisa, enquanto as de recessão atingiram o nível mais alto desde maio de 2020, momento de maior tensão nos mercados desde o início da pandemia de Covid-19, escreveram estrategistas do Bank of America liderados por Michael Harnett.

Os quatro maiores riscos na avaliação desses gestores foram: inflação, recessão global, bancos centrais hawkish (mais rigorosos na política monetária) e eventos sistêmicos de crédito (leia-se casos de inadimplência que possam levar riscos ao sistema).

- Em atualização.

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