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Mercados

Dólar recua para R$ 5,15 junto com exterior; Ibovespa sobe

Na volta do feriado nos EUA, investidores repercutem falas de Joe Biden sobre recessão e expectativa de alta de juros no Brasil em agosto

Sessão é de otimismo nesta terça-feira (21), após comentários de Joe Biden
21 de Junho, 2022 | 10:36 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — O dólar recuava perto de 0,7% na manhã desta terça-feira (21), seguindo moedas pares do exterior, enquanto o Ibovespa (IBOV) operava em alta na manhã desta terça-feira (21), negociado acima dos 100 mil pontos, em um dia de bom humor nos mercados na volta do feriado nos Estados Unidos.

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O sentimento desta semana está sendo ajudado pelos comentários do presidente Joe Biden de que uma recessão nos EUA não é “inevitável”. As perspectivas, entretanto, continuam ruins para os investidores que avaliam se o mercado já atingiu o fundo do poço. A história sugere que os mercados em baixa geralmente levam tempo para encontrar um piso, principalmente quando são acompanhados por uma recessão, como aconteceu na crise financeira de 2008.

No âmbito doméstico, os investidores repercutem a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que elevou a taxa Selic para 13,25% ao ano. No documento, o Banco Central reforça o cenário desafiador e afirma que uma extensão de seu ciclo de aperto monetário com outro aumento de juros (de igual ou menor magnitude) em agosto é necessária para garantir que as estimativas de inflação alta retornem à meta.

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“Acreditamos que o Copom acabará encontrando espaço para cortar a taxa de juros antes do que está implícito no cenário básico. Mas os quadros global e doméstico permanecem muito incertos. Portanto, concordamos que a melhor estratégia por ora é ser mais cauteloso, de modo a aumentar a probabilidade de trazer a inflação para a trajetória de metas”, avalia Caio Megale, economista-chefe da XP, em nota.

Em breve comentário, a Guide Investimentos também chama a atenção para a alta dos preços. “O documento mostra que o BC realmente passou a trabalhar com um objetivo mais flexível ao citar que busca trazer ‘a inflação projetada em 4,0% para o redor da meta no horizonte relevante’, visto que a meta de inflação para 2023 é de 3,25%. Por outro lado, o documento também volta atrás com relação à fala de Bruno Serra de que o BC preferiria uma Selic parada por mais tempo, avaliando que ‘somente isso não asseguraria, neste momento, a convergência da inflação para o redor da meta no horizonte relevante’.”

Entre as commodities, a sessão é de ganhos para o petróleo, que sobe com o mercado de combustível reduzindo os receios de uma recessão. O minério de ferro, contudo, tinha mais um dia de queda, após siderúrgicas paralisarem seus altos-fornos em meio ao crescente pessimismo sobre as perspectivas de demanda na China. Os papéis da Vale (VALE3), contudo, subiam nesta terça, após queda de 2,5% no dia anterior.

Confira o desempenho dos mercados nesta terça-feira (21):

  • Por volta das 10h20 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,64%, aos 100.491 pontos;
  • O dólar à vista recuava 0,48%, a R$ 5,17;
  • Entre os contratos de juros futuros, o DI para 2025 operava estável, a 12,47%;
  • Nos EUA, os índices futuros avançavam: o Dow Jones subia 1,33%, o S&P 500 1,49%, enquanto o Nasdaq subia 1,55%;
  • Na Europa, o movimento também era de alta: o índice CAC-40, de Paris, por exemplo, subia 0,89%;

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Mariana d'Ávila

Mariana d'Ávila

Redatora na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero, especializada em investimentos e finanças pessoais e com passagem pela redação do InfoMoney.