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Mercados

Dólar recua mais de 1% em sessão de apetite por risco no exterior

Sentimento positivo foi impulsionado após Biden defender que uma recessão nos EUA não é “inevitável”

Ibovespa avança, assim como os índices acionários americanos, mas sob um ritmo mais lento
21 de Junho, 2022 | 02:33 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) avança e o dólar (USDBRL) recua na tarde desta terça (21), com a volta do feriado nos Estados Unidos estimulando o apetite a risco. Ainda assim, apesar das altas de cerca de 2% nos índices acionários americanos, o principal índice acionário de São Paulo tem um avanço mais fraco, de cerca de 0,4%, mas se mantendo acima dos 100 mil pontos.

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As ações dos EUA se recuperavam hoje, depois do tombo da última semana apagar quase US$ 2 trilhões do S&P 500.

O sentimento positivo desta semana foi impulsionado por comentários do presidente norte-americano Joe Biden de que uma recessão nos EUA não é “inevitável”, mas as perspectivas continuam ruins para os investidores que avaliam se o mercado atingiu o fundo do poço. A história sugere que os mercados em baixa geralmente levam tempo para encontrar um piso, especialmente quando são acompanhados por uma recessão, como aconteceu na crise financeira de 2008.

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Confira o desempenho dos mercados nesta terça-feira (21):

  • Por volta das 14h20 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,32%, aos 100.172 pontos;
  • O dólar à vista recuava 1,06%, a R$ 5,14;
  • Nos EUA, o Dow Jones subia 2,05%, o S&P 500 2,55%, enquanto o Nasdaq subia 2,9%;

Contexto local

No âmbito doméstico, os investidores repercutem a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que elevou a taxa Selic para 13,25% ao ano. No documento, o Banco Central reforça o cenário desafiador e afirma que uma extensão de seu ciclo de aperto monetário com outro aumento de juros (de igual ou menor magnitude) em agosto é necessária para garantir que as estimativas de inflação alta retornem à meta.

“Acreditamos que o Copom acabará encontrando espaço para cortar a taxa de juros antes do que está implícito no cenário básico. Mas os quadros global e doméstico permanecem muito incertos. Portanto, concordamos que a melhor estratégia por ora é ser mais cauteloso, de modo a aumentar a probabilidade de trazer a inflação para a trajetória de metas”, avalia Caio Megale, economista-chefe da XP, em nota.

Em breve comentário, a Guide Investimentos também chama a atenção para a alta dos preços. “O documento mostra que o BC realmente passou a trabalhar com um objetivo mais flexível ao citar que busca trazer ‘a inflação projetada em 4,0% para o redor da meta no horizonte relevante’, visto que a meta de inflação para 2023 é de 3,25%. Por outro lado, o documento também volta atrás com relação à fala de Bruno Serra de que o BC preferiria uma Selic parada por mais tempo, avaliando que ‘somente isso não asseguraria, neste momento, a convergência da inflação para o redor da meta no horizonte relevante’.”

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Kariny Leal

Kariny Leal

Jornalista carioca, formada pela UFRJ, especializada em cobertura econômica e em tempo real, com passagens pela Bloomberg News e Forbes Brasil. Kariny cobre o mercado financeiro e a economia brasileira para a Bloomberg Línea.

Mariana d'Ávila

Mariana d'Ávila

Redatora na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero, especializada em investimentos e finanças pessoais e com passagem pela redação do InfoMoney.