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Inflação americana e outros 4 fatos para você saber para começar o dia

Veja os assuntos que devem marcar o sentimento dos mercados ao redor do mundo nesta sexta-feira (10)

Dados de inflação dos Estados Unidos apontaram aceleração da alta dos preços em maio
Por Bloomberg News e Nour Al Ali
10 de Junho, 2022 | 09:40 am
Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg — A semana termina com dados relevantes da inflação americana ao consumidor em maio e atenção do investidor para o quadro global, com a fraqueza do iene, novas restrições em Xangai e títulos da zona do euro em queda. Há ainda a repercussão da investigação por legisladores americanos da invasão do Capitólio no começo de 2021, futuros americanos operando em uma faixa apertada e a agenda de dados do dia para os Estados Unidos, que podem indicar um tom para os mercados na próxima semana.

1. CPI: inflação americana

A inflação ao consumidor nos EUA veio acima das expectativas e acelerou para 8,6% em maio na taxa anual, acima das expectativas de 8,3%. Independentemente dos números divulgados, o dado mais importante vem no próximo mês, de acordo com Mohamed El-Erian, presidente da Gramercy Fund Management e principal consultor econômico da Allianz, multinacional alemã. “O que me preocupa é que o resultado mensal de junho seja pior que o de maio. Aqueles que disseram ousadamente que a inflação atingiu o pico e está caindo podem ter que mudar de ideia”, disse ele à Bloomberg TV.

2. Fragmentação

Fora dos Estados Unidos, fragmentação é a palavra do dia. Os títulos da zona do euro, liderados pelos da Itália e da Grécia, estão em queda nesta manhã, e os spreads de rendimento aumentam depois que o Banco Central Europeu não deixou pistas sobre como o banco reduziria os riscos. Na Ásia, o iene fraco levou o Ministério das Finanças do Japão e o banco central a emitir uma declaração em conjunto, dizendo que tomarão as medidas apropriadas se necessário. A fraqueza do iene foi, em grande parte, impulsionada por divergências políticas entre o Banco do Japão (o BC) e o Federal Reserve, dos EUA. As esperanças de uma reabertura ampla na China estão sob risco, já que Xangai planeja um novo bloqueio quase total neste fim de semana para testes amplos de coronavírus à medida que os casos voltam a aumentar.

3. Capitólio: Ivanka assume derrota legal

Congressistas da Câmara dos EUA que investigam a invasão ao Capitólio detalharam os esforços do então presidente Donald Trump para reverter a sua derrota eleitoral durante uma audiência aberta, que terminou com o relato assustador de um policial ferido durante a confusão em janeiro de 2021. O oficial, que sofreu danos cerebrais durante o motim, comparou o caos a uma “cena de guerra”, no momento mais dramático da audiência de quinta-feira (9). Ivanka Trump, filha do ex-presidente, disse aceitar que não havia evidências de fraude na derrota do seu pai na eleição em 2020.

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4. Futuros distantes

Os contratos futuros eram negociados nas primeiras horas da manhã de hoje em uma faixa relativamente apertada, depois que os principais índices de ações americanos caíram na quinta-feira (9) em meio a preocupações com o crescimento. Os contratos do S&P 500 subiam um pouco antes da divulgação dos dados de preços, enquanto os futuros do Nasdaq 100 tinham alta de cerca de 0,4% às 6h45, no horário de Brasília. O dólar se fortaleceu ligeiramente, embora tenha sido negociado praticamente sem grandes movimentações. O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos caiu cerca de 1 ponto base, para 3,029%, enquanto o rendimento dos papeis do Tesouro de 2 anos subiu cerca de 3,4 pontos base para 2,8455%. O ouro e o bitcoin caíam, enquanto o petróleo bruto avançava.

5. Também hoje...

Em termos de dados, a inflação americana será o ponto principal do dia, junto com os dados de ganhos médios por hora. Mais tarde, às 11h, há a divulgação preliminar de dados de confiança da Universidade de Michigan para junho. Na sequência, às 15h, saem os números de declaração do orçamento de maio, encerrando a divulgação de dados da semana. A contagem de sondas da Baker Hughes sai às 14h. Joachim Nagel, do BCE, faz um discurso sobre política monetária no final da manhã, às 12h.

– Esta notícia foi traduzida por Melina Flynn, Content Producer da Bloomberg Línea.

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