Finanças pessoais

30 gestores revelam os 3 setores preferidos neste momento na bolsa

Avaliação dos profissionais é a de que há papéis que estão muito descontados neste momento, segundo pesquisa da Modalmais

Ações de empresas do setor de petróleo & gás estão entre as preferidas de gestores consultados para a pesquisa
31 de Maio, 2022 | 05:19 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — O cenário para o investimento na bolsa recomenda cautela, mas também oferece oportunidades. É o que se depreende da visão de cerca de 30 gestores de fundos de renda variável em pesquisa realizada pela plataforma Modalmais e divulgada nesta terça-feira (31).

A avaliação consensual é a de que os papéis na Bolsa brasileira estão muito descontados, com empresas de qualidade sendo negociadas a preços reduzidos em relação aos valores justos. Isso porque algumas aproveitaram o cenário de juros baixos até o ano passado para melhorar a saúde financeira de seus balanços. Graças a essa estratégia, estão conseguindo agora passar com mais segurança por esse momento de liquidez reduzida, destaca a pesquisa “Termômetro de Mercado”.

Na Bolsa, as preferências recaem sobre o setor financeiro, com 61% dizendo estar otimistas dado o cenário de taxa básica elevada. Para os gestores, bancos seguem sendo negociados a preços “muito atrativos”, dada a “capacidade de manutenção da rentabilidade, com carteiras corporativas de grandes empresas”.

Na sequência, aparece o setor de saúde, em que 62% dos gestores estão otimistas ou muito otimistas, 11% neutros e 28% pessimistas.

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Os gestores consultados apontaram ainda a preferência por ações do setor de petróleo, gás e biocombustíveis, que têm se valorizado com a pressão aos preços impulsionada pela guerra na Ucrânia e por lockdowns na China por causa da covid, colocando o Brasil em posição de destaque na pauta exportadora global. No levantamento, metade dos gestores consultados disse estar “otimistas”, e 22%, “muito otimistas” com relação ao setor. Já o restante tem visão neutra.

Para a BV Asset, que participou da pesquisa da Modalmais, embora ainda haja “um sobrepreço nessa cadeia por causa do rearranjo gerado pela guerra, salvo um cenário ainda mais agudo, esse prêmio deve se dissipar.”

Nos setores de bens industriais, consumo cíclico e não-cíclico, a maior parte dos gestores consultados possuem visão neutra, dado o impacto negativo em um contexto de Selic já acima de 10% e subindo. A taxa está atualmente em 12,75% ao ano.

Renda fixa

A pesquisa divulgada nesta terça também mapeou as expectativas de gestores para títulos de renda fixa pós-fixados (de curto, médio e longo prazos) e para títulos prefixados (de curto, médio e longo prazos).

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Na renda fixa, a principal aposta dos gestores consultados recai sobre títulos prefixados de médio e longo prazos, com 55% afirmando estarem otimista com esses ativos. Essa melhor percepção acontece diante da perspectiva de finalização do ciclo de alta dos juros e, por tabela, da possibilidade de travar um ganho antes que as taxas futuras comecem a recuar gradualmente.

A parcela pessimista, contudo, que chega a 36% nos prefixados de curto prazo, sugere que há ainda uma descrença do mercado na ancoragem das expectativas de inflação, o que se traduziria na possível manutenção de juros elevados por mais tempo que o estimado.

No caso dos ativos pós-fixados de curto prazo, a parcela de gestores que se dizem otimistas e muito otimistas (63%) supera com folga os que se posicionam com visão neutra ou pessimista (36%). O cenário muda para os prazos médio e longo, devido à proximidade da finalização do ciclo de alta de juros.

O relatório “Termômetro de Mercado” solicitou aos gestores que elencassem em uma escala de 0 a 5, em que 0 representa muito pessimista e 5 muito otimista, a percepção para cada um dos ativos questionados. Além disso, os participantes tiveram que descrever os fundamentos para as respostas da pesquisa.

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Mariana d'Ávila

Mariana d'Ávila

Redatora na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero, especializada em investimentos e finanças pessoais e com passagem pela redação do InfoMoney.

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