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Mercados

Risco de estagflação assombra mundo abalado pela guerra

Desaceleração da economia da China e aumento de juros pelo Federal Reserve intensificam preocupações

Combinação nociva tripla de inflação alta, crescimento estagnado e desemprego crescente é o pior cenário para banqueiros centrais e legisladores
Por Enda Curran e Yuko Takeo
19 de Maio, 2022 | 02:06 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A economia mundial sucumbe cada vez mais à ameaça de estagflação que lembra a crise da década de 70, uma dor de cabeça crescente para as autoridades financeiras globais que já lidam com as consequências da guerra na Ucrânia.

Com a economia da China se desacelerando e o Federal Reserve intensificando seu compromisso de derrotar a inflação, aumentam as preocupações de um pouso forçado generalizado. Os ministros de finanças e banqueiros centrais do G7, reunidos na Alemanha, indicam uma preocupação de que a estagflação não possa mais ser evitada.

“A guerra na Ucrânia teve implicações adicionais para a economia”, disse o ministro das finanças alemão Christian Lindner, anfitrião do encontro, a repórteres na quinta-feira. “Isso significa um aumento na inflação, juntamente com uma perda de impulso de recuperação pós-pandemia. É por isso que teremos que discutir o que podemos fazer para evitar cenários de estagflação.”

Na quarta-feira, sua colega dos EUA, a secretária do Tesouro americano Janet Yellen, disse que “os preços mais altos de alimentos e energia têm efeitos estagflacionários, ou seja, deprimem produção e gastos e aumentam a inflação em todo o mundo”.

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Preços ao consumidor dos EUA excederam as estimativas de abril em sinal de pressões duradourasdfd

Essa combinação nociva tripla de inflação alta, crescimento estagnado e desemprego crescente é o pior cenário para banqueiros centrais e legisladores, que terão que escolher qual doença combater.

Após passar 2021 apostando que a inflação desapareceria, os formuladores de política monetária agora sinalizam que os preços são sua principal preocupação, mesmo que essa batalha reduza a demanda e as contratações.

Embora as perspectivas de uma recessão global permaneçam baixas, pelo menos este ano, o ritmo dos eventos pega os formuladores de políticas e os investidores desprevenidos, à medida que os mercados financeiros caem e as previsões de crescimento continuam sendo revisadas para baixo.

A semana passada revelou a escala da desaceleração, após dados da China para abril mostrarem que a atividade de consumidores e negócios estagnou em meio à política agressiva de Covid Zero do governo.

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O Japão, a economia número 3 do mundo, encolheu no primeiro trimestre, com o aumento dos custos de importação inflacionados por um iene mais fraco.

Nos EUA, o presidente do Fed Jerome Powell disse que continuaria aumentando juros até que haja evidências “claras e convincentes” de que a inflação está recuando.

Enquanto isso, a alta de preços no Reino Unido atingiu uma máxima de 40 anos, e o governador do Banco da Inglaterra, André Bailey, alertou que um aumento nos custos dos alimentos pode ter consequências “apocalípticas” em escala global.

Mais de 50 bancos centrais aumentaram as taxas de juros este anodfd

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