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Mercados

Queda de ações tech perto do fim? SPX, de Rogério Xavier, altera estratégia

Em carta aos cotistas, renomada gestora destaca momento de incerteza e trabalho difícil de bancos centrais para conter alta da inflação

Nasdaq
11 de Maio, 2022 | 07:15 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — De olho na correção dos mercados no mês de abril, a SPX Capital decidiu reduzir as posições vendidas (aposta na queda) em ações de empresas de tecnologia listadas no exterior. O movimento acontece após novo recuo do índice Nasdaq, nos Estados Unidos, pesado em tecnologia.

Em abril, os temores de que a pressão inflacionária minasse o crescimento econômico e trouxesse um ciclo de aperto monetário agressivo por parte do Federal Reserve empurraram o índice de tecnológicas Nasdaq para seu pior mês desde outubro de 2008, com baixa de 13,3%. No mesmo período, o S&P 500 caiu 8,8%.

De acordo com carta enviada aos cotistas referente ao desempenho do multimercado SPX Nimitz em abril, a renomada gestora de Rogério Xavier manteve, na Bolsa brasileira, posições relativas no setor de consumo e transporte, bem como no de óleo e gás. O portfólio conta ainda com posições vendidas no setor financeiro. Já nos EUA, a SPX tem posições compradas (aposta na alta) em ações mais defensivas e de qualidade e vendidas em setores cíclicos.

Na renda fixa brasileira, a gestora está aplicada (à espera da queda das taxas) em juros reais na parte intermediária da curva, enquanto no câmbio, possui alocações compradas no dólar americano contra uma cesta de moedas.

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Nas commodities, a SPX tem alocações compradas em crédito de carbono e grãos, ao passo que encerrou a posição comprada em metais industriais, preciosos e energia.

Por fim, na fatia de crédito privado, a SPX continua posicionada em nomes específicos na América Latina, com maiores exposições no setor de óleo e gás, usando hedges (proteção) para imunizar movimentos de juros nos mercados desenvolvidos.

“Falsa precisão”

Na carta aos cotistas, a SPX destaca a grande complexidade do cenário atual, marcado por alta inflação persistente e grande incerteza, que dificulta o trabalho de bancos centrais ao redor do mundo e faz o mercado questionar o tamanho do aperto monetário necessário.

“Nesse momento, apegar-se a modelos teóricos para tentar definir com precisão o nível de juros que será capaz de levar a inflação novamente para a meta parece uma estratégia equivocada. Essa tarefa já seria difícil em um ambiente econômico com pouca volatilidade. Na situação atual, é quase uma missão impossível”, escreve a gestora Marcella Libardoni, da SPX, que assina o relatório.

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Segundo ela, é “preciso reconhecer a ausência de precisão dos instrumentos de política monetária e as possíveis consequências dessa limitação para a economia e os mercados”.

“Definir o nível adequado de juros será muito mais uma arte do que uma ciência exata. Assim, como o grau de estímulo parece ter sido exagerado, corremos um sério risco de também dosar errado o aperto”, completa.

Desempenho

No mês de abril, o fundo multimercado SPX Nimitz rendeu 3,54%, ante variação do CDI de 0,83% no período. O desempenho foi puxado, principalmente, por ganhos com as posições em juros e moedas.

Já no acumulado do ano, o fundo tem ganhos de 17,15%, ante um CDI de 3,28%.

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Mariana d'Ávila

Mariana d'Ávila

Redatora na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero, especializada em investimentos e finanças pessoais e com passagem pela redação do InfoMoney.