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E agora, Netflix? Disney Plus supera estimativas de assinantes

Disney reportou crescimento de assinantes na sua plataforma de streaming, afastando medos de que a indústria tenha atingido o pico

Empresa do Mickey Mouse disse que terminou seu segundo trimestre fiscal com 137,7 milhões de assinantes no Disney Plus em todo o mundo
Por Christopher Palmeri
11 de Maio, 2022 | 06:33 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A Walt Disney (DIS) divulgou um crescimento no número de assinantes no seu serviço de streaming Disney Plus, superando as estimativas dos analistas e amenizando os temores de que a indústria do streaming tenha atingido um “platô” de assinantes, depois que a Netflix (NFLX) registrou um declínio surpreendente no mês passado.

Na América Latina, se um assinante tem uma conta na Disney Plus ou Star Plus ou o combo com as duas, ele é contado como um único assinante de streaming da Disney.

A empresa do Mickey Mouse disse que terminou seu segundo trimestre fiscal com 137,7 milhões de assinantes no Disney Plus em todo o mundo, um aumento de 33% em relação ao ano anterior. Embora o ganho trimestral tenha sido menor do que o crescimento que o serviço teve no primeiro trimestre fiscal da empresa, o total superou as estimativas de Wall Street de 134,4 milhões.

Os investidores esperavam um crescimento mais lento depois que a Netflix chocou Wall Street ao relatar uma queda surpreendente no número de assinantes e prever uma perda ainda mais acentuada no trimestre atual. Isso levou a empresa, líder da indústria de streaming, a rasgar sua cartilha e anunciar planos para uma versão de preço mais baixo do serviço que inclui publicidade.

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Os outros serviços de streaming da Disney, Hulu e ESPN+, registraram um total de assinantes de 45,6 milhões e 22,3 milhões, respectivamente.

Os ganhos da Disney subiram para US$ 1,08 por ação, mas ficaram abaixo da estimativa média de US$ 1,17 dos analistas devido, em parte, aos impostos muito mais altos pagos nos mercados internacionais. As vendas no período encerrado em 2 de abril saltaram para US$ 19,2 bilhões, mas ficaram abaixo da previsão de US$ 20,1 bilhões em Wall Street, depois que a empresa perdeu US$ 1 bilhão em receita de licenciamento ao se concentrar em seu próprio negócio de streaming.

As ações da Disney chegaram a subir 6,8%, para US$ 112,33 no pós-mercado em Nova York após o anúncio dos resultados. No ano, as ações acumulam perda de 32%, tornando-se uma das maiores perdedoras na média industrial do Dow Jones.

Os resultados dos parques temáticos foram fortes como esperado. O lucro da divisão de resorts da empresa aumentou para US$ 1,76 bilhão em relação ao prejuízo do ano passado, quando os hóspedes voltaram com força para seus hotéis e parques temáticos. Entre as novas atrações inauguradas no trimestre está o Star Wars Galactic Starcruiser, um hotel all-inclusive com personagens de Star Wars que custa US$ 4.800 para uma estadia de duas noites para dois hóspedes.

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Em fevereiro, o CEO Bob Chapek alertou novamente sobre um primeiro semestre desafiador, mas previu que o crescimento de assinantes de streaming aceleraria no segundo semestre do ano, quando novos projetos de cinema e TV estiverem prontos e novos mercados forem adicionados. O streaming de vídeo é uma área de crescimento importante para a Disney, que, como outras empresas de mídia, está vendo uma audiência cada vez menor para a TV tradicional.

O lucro na divisão de TV tradicional da empresa caiu 1%, para US$ 2,82 bilhões, uma vez que os custos mais altos de programação esportiva compensaram os ganhos de publicidade.

O prejuízo na unidade direta ao consumidor da empresa mais que dobrou para US$ 887 milhões, devido a maiores investimentos em conteúdo de filmes e TV, parcialmente compensados por maiores receitas de publicidade e assinantes.

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