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Mercados

Ibovespa fecha em queda, na contramão de Wall Street, puxado por Vale

After Hours: Ações da mineradora recuaram em dia de queda do minério de ferro, que recuou mais de 3% no porto chinês de Dalian

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19 de Abril, 2022 | 05:28 pm
Tempo de leitura: 3 minutos
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Bloomberg Línea — Boa noite! Este é o After Hours - o seu resumo diário do que aconteceu no mercado. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças.

Na contramão de Wall Street e puxado pela queda de 3,19%, das ações da Vale (VALE3), o Ibovespa (IBOV) encerrou o pregão desta terça-feira (19) em queda de 0,55%, aos 115.056 pontos. Já o dólar subiu, negociado a R$ 4,67.

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As ações da mineradora recuaram em um dia de queda para o minério de ferro, que caiu mais de 3% no porto chinês de Dalian, a US$ 139,18 a tonelada. O movimento aconteceu depois que autoridades chinesas informaram que o país deve diminuir a produção de aço para cumprir com metas de redução de emissões de gases do efeito estufa.

Na Bolsa, lideraram as baixas do dia as ações de Cemig PN (CMIG4), que caíram 5,84%, a R$ 14,67, e de Carrefour (CRFB3), que recuaram 4,30%, a R$ 22,06. Já na ponta oposta, dos ganhos, as maiores altas vieram de Banco Inter (BIDI11), que subiu 9,15% na B3, e de brMalls (BRML3), que avançou 7,66%.

Nesta terça, a Aliansce Sonae (ALSO3) apresentou uma nova proposta de combinação de negócios com a brMalls, “contendo relação de troca mais favorável aos acionistas”. Esta é a terceira oferta enviada à empresa.

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Os investidores seguiram repercutindo hoje uma expectativa de um Federal Reserve mais duro em maio, após James Bullard, presidente do Fed de St. Louis, reforçar novamente a necessidade de o banco central americano agir de maneira mais rápida para controlar a inflação, admitindo que estaria apto a considerar até um incremento de 0,75 ponto nas próximas reuniões.

Também pesou sobre os mercados o corte nas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o crescimento global para 2022 e 2023, com a instituição afirmando que o impacto econômico da invasão na Ucrânia pela Rússia “se propagará por toda parte”.

Agora, a instituição prevê um crescimento econômico global de 3,6% para este e para o próximo ano, uma queda de 0,8 e 0,2 ponto percentual em relação às projeções divulgadas em janeiro.

Confira o fechamento dos mercados nesta terça-feira (19):

Cena externa

Nos Estados Unidos, as ações subiram em um forte rali, com os investidores pesando a resiliência da economia em relação às perspectivas de aperto agressivo por parte do Fed para conter a inflação. Os rendimentos do Tesouro subiram ao longo da curva, enquanto o petróleo caiu devido a preocupações com a demanda.

O presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, disse hoje que as taxas de juros provavelmente subirão acima do nível neutro. Os investidores, que já apostam em um aumento de quase meio ponto na taxa do Federal Reserve no próximo mês, vêm reavaliando as expectativas depois que o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, disse que aumentos de até 75 pontos-base não devem ser descartados. O último aumento dessa magnitude foi em 1994.

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A temporada de balanços continuou nesta terça-feira, com a Johnson & Johnson (JNJ) em alta na bolsa de Nova York depois de divulgar resultados do primeiro trimestre que superaram as estimativas e elevaram seus dividendos. O avanço ocorre apesar de a farmacêutica cortar sua previsão de lucro anual e suspender as orientações para as vendas de vacinas contra a covid-19.

Até agora, com apenas 48 empresas no S&P 500 reportando resultados, 79% publicaram surpresas positivas, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. Na segunda-feira, o Bank of America Corp. juntou-se a uma série de lucros superados por grandes credores. A Netflix Inc. e a International Business Machines Corp. devem divulgar o relatório após o fechamento da terça-feira.

-- Com informações da Bloomberg News

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Mariana d'Ávila

Mariana d'Ávila

Redatora na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero, especializada em investimentos e finanças pessoais e com passagem pela redação do InfoMoney.

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