Mercados

Rali do milho chega à máxima de uma década e traders avaliam riscos

Ucrânia e Rússia são responsáveis por 20% das vendas de milho no mundo; conflito afetou trading do grão

Safra de 2022 ainda não foi colhida
Por Jasmine Ng
18 de Abril, 2022 | 10:41 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — O milho estendeu seu rali para o nível mais alto em uma década, à medida que investidores avaliam os riscos de fornecimento da guerra na Ucrânia e as perspectivas de que esta fortalecerá a demanda pela safra dos Estados Unidos.

A invasão da Ucrânia pela Rússia provocou tumulto no comércio global de grãos, paralisando os fluxos de safras dos portos ucranianos e afetando as perspectivas para as safras de primavera. Isso aumentará a dependência dos importadores de suprimentos vindos dos EUA, onde a temporada de plantio de 2022 está em andamento. Cerca de 2% da safra de milho dos EUA ainda não foi colhida.

Os contratos futuros de milho para julho subiram 1,2%, chegando a US$ 7,9350 por bushel em Chicago, o maior preço desde setembro de 2012 para um contrato dos mais ativos. Os preços estão rumo a um quarto ganho consecutivo, a sequência mais longa desde a invasão da Ucrânia pela Rússia no final de fevereiro. Na sexta-feira (15), o mercado esteve fechado devido a um feriado.

O trigo avançou até 2,6%, chegando a US$ 11,3275 por bushel, enquanto os traders avaliaram os últimos acontecimentos na Ucrânia. Após semanas de combates, os defensores de Mariupol foram cercados por forças russas, mas não renderam a cidade portuária, disseram autoridades ucranianas. Juntas, Rússia e Ucrânia respondem por mais de um quarto do comércio mundial de trigo e cerca de um quinto das vendas de milho.

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A guerra criou oportunidades para a Índia exportar mais trigo. O Egito, o maior comprador, que dependia muito dos grãos do Mar Negro, aprovou a importação de trigo da Índia. O país do sul asiático tem como meta enviar 3 milhões de toneladas para o Egito este ano, de acordo com o Ministério do Comércio da Índia.

--Este texto foi traduzido por Bianca Carlos, localization specialist da Bloomberg Línea.

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