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Internacional

Eleições nos EUA: democratas de Biden sofrem golpe com inflação

Eleitores estão de olho nos indicadores de preços e temores com aumento de juros e recessão podem influenciar resultados

Eleições de meio de mandato ocorrem em novembro deste ano
Por Mike Dorning
12 de Abril, 2022 | 04:33 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Os republicanos receberam nova munição para atacar os democratas pela inflação nesta terça-feira (12), e o presidente americano Joe Biden tem pouco tempo e poucas ferramentas para reverter a visão negativa dos eleitores antes das eleições de meio de mandato.

A eleição – que decidirá o controle do Congresso e o destino da agenda de Biden – ocorre só em novembro, mas o veredito do público normalmente se cristaliza durante a primavera e o início do verão no hemisfério norte.

Os democratas estão entrando nesse período crítico com a inflação mais alta em 40 anos no topo da lista de preocupações dos eleitores.

“Eles têm cerca de 90 dias”, disse Doug Sosnik, que foi diretor político da Casa Branca do ex-presidente Bill Clinton.

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O relatório que mostrou nesta terça-feira que o índice de preços ao consumidor em março subiu 8,5%, o ganho anual mais rápido desde 1981, é o último indicador sombrio antes das campanhas.

A alta inflação está ofuscando pontos positivos para a economia, incluindo uma taxa de desemprego historicamente baixa de 3,6%, crescimento sólido e ganhos nas ações que elevaram o índice S&P 500 em mais de 15% desde que Biden assumiu o cargo.

“A inflação descontrolada está esmagando as famílias americanas e nossa economia”, disse o líder do Partido Republicano na Câmara, Kevin McCarthy, em post no Twitter. “Sob o presidente Biden, os preços estão acelerando mais rápido do que em qualquer outro momento em mais de 40 anos, sugando contracheques e drenando as poupanças.”

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O governo Biden tem entrado em embate com a inflação desde que o presidente assumiu, inicialmente chamando-a de “transitória” e prometendo enfrentar um aperto na cadeia de suprimentos que se mostrou persistente.

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A invasão da Ucrânia pela Rússia complicou ainda mais esses esforços, levando os conselheiros de Biden a rotularem os custos crescentes da gasolina e outros bens como “aumento de preços de Putin”.

“Não vamos relaxar até que essas pressões de preços diminuam e as famílias americanas não precisem se preocupar com a inflação daqui para frente”, disse o economista da Casa Branca, Jared Bernstein, na Bloomberg Television nesta terça-feira.

Ele citou uma série de medidas que o governo tomou para lidar com os gargalos da cadeia de suprimentos e pressionar por ajudas de custo em áreas como medicamentos, saúde e creches.

Essas promessas ainda não apaziguaram a população, nem os investidores - que estão cada vez mais preocupados que a inflação persistentemente alta forçará o Federal Reserve a apertar tanto a política monetária que causará uma recessão nos Estados Unidos.

O presidente liberou petróleo das reservas estratégicas em um esforço para enfrentar a crise e, na terça-feira, decidiu permitir temporariamente a expansão das vendas de gasolina com maior teor de etanol. Mas não há muito que a Casa Branca ou o Congresso possam fazer para exercer um impacto perceptível nos ganhos de preços no curto prazo.

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