Petróleo tem maior recuo semanal em dois anos com liberação de reservas dos EUA

Governo Biden ordenou uma liberação sem precedentes de reservas estratégicas dos EUA para controlar os preços desenfreados

O WTI para entrega em maio subia 0,6%, para US$ 100,84 o barril às 7h28, horário de Brasília.
Por Elizabeth Low e Alex Longley
01 de Abril, 2022 | 08:46 AM

Bloomberg — Os preços do petróleo caminhavam para a maior perda semanal em quase dois anos depois que o governo Biden ordenou uma liberação sem precedentes de reservas estratégicas dos EUA para controlar os preços desenfreados.

Os futuros do West Texas Intermediate (WTI) subiam 0,6% nesta sexta-feira (1), oscilando entre ganhos e perdas em outra sessão volátil e recuperando parte do declínio desta semana. Os EUA planejam liberar 1 milhão de barris por dia durante seis meses. O presidente Joe Biden disse esperar que os aliados também concordem em liberar mais petróleo de suas próprias reservas.

O Citigroup (C) disse que os EUA parecem ter tomado medidas para garantir que possam entregar os volumes prometidos, apesar de nunca terem retirado tanto petróleo antes do estoque de reserva. O Goldman Sachs (GS) cortou suas previsões de preços para este ano, mas elevou a estimativa para 2023 argumentando que a medida não resolverá uma crise de oferta de longo prazo.

A medida de Biden segue a disparada dos preços da gasolina nos Estados Unidos e as preocupações com a escassez de oferta após a guerra da Rússia na Ucrânia. O conflito abalou os mercados globais de commodities e elevou o preço de tudo, de alimentos a combustíveis. Também levou a um tumultuado comércio de petróleo, com grandes oscilações intradiárias ao longo de março. O WTI foi negociado na faixa de quase US$ 37 no mês passado.

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A gigantesca liberação de petróleo do governo Biden o coloca em forte contraste com a Opep+, que na quinta-feira (31) ratificou um modesto aumento planejado de produção de cerca de 430.000 barris por dia em tempo recorde.

Os EUA já usaram suas reservas duas vezes nos últimos seis meses, mas pouco fizeram para esfriar os preços. Até 180 milhões de barris podem ser liberados desta vez, e Biden disse que espera mais 30 milhões a 50 milhões de barris de aliados. Os preços do petróleo físico americano caíram.

“Isso aliviará a escassez aguda de oferta no mercado de petróleo”, disse Carsten Fritsch, analista do Commerzbank.

Preços do petróleo

  • O WTI para entrega em maio subia 0,6%, para US$ 100,84 o barril às 7h28, horário de Brasília.
  • Brent para liquidação de junho avançava 0,7%, para US$ 105,46, e caiu 13% na semana

No início da sexta-feira, o mercado também sofreu alguma pressão técnica, já que o WTI ultrapassou a média móvel de 50 dias pela primeira vez desde o início de janeiro. Brent também escorregou brevemente para esse nível, antes de se afastar dele.

Os preços também caíram nesta semana em meio a preocupações com a demanda chinesa, já que o maior importador de petróleo do mundo implementou uma série de lockdowns para conter o ressurgimento do vírus. Essas restrições estão começando a ter impacto na economia, com a atividade manufatureira se contraindo em março.

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