Finanças pessoais

Hashdex aposta em ETF que investe em plataformas de contratos inteligentes

Destinado ao público em geral, o ETF possui taxa de administração de 1,3% e busca replicar o “CF Smart Contract Platforms Index”

Plataformas de contratos inteligentes são a infraestrutura base para todas as aplicações de blockchain.
30 de Março, 2022 | 08:00 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — Começa a ser negociado nesta quarta-feira (30) na Bolsa brasileira B3 o novo fundo de índice (ETF) da Hashdex, o “WEB311″, que investe em plataformas de contratos inteligentes (smart contracts) ao redor do mundo.

Desenvolvido em parceria com a CF Benchmarks, provedor global de índices cripto, o WEB311 busca replicar o desempenho do índice “CF Web 3.0 Smart Contract Platforms Market Cap Index”.

A princípio, o fundo vai investir em sete grandes projetos (tokens) e deve seguir a seguinte composição: Ethereum (22,5%); Cardano (22,5%); Solana (22,1%); Polkadot (19,5%); Algorand (8,8%); Tezos (3,5%); e, por fim, Cosmos (1,1%).

“Baseadas na tecnologia blockchain e operadas por redes descentralizadas, as plataformas de contratos inteligentes são a infraestrutura base para todas as aplicações de blockchain, incluindo a Web 3.0, um nova versão da internet que deverá acelerar ainda mais a transformação digital da nossa sociedade”, afirma Samir Kerbage, diretor de tecnologia da Hashdex, em nota.

PUBLICIDADE

O WEB311 terá uma taxa de administração total de 1,3% (0,3% do WEB311 e 1% do Hashdex Smart Contract Platforms Index ETF); já o valor inicial da cota deve ficar em R$ 50.

O ETF é o quinto listado na B3 da Hashdex, que lançou no mês passado o “DEFI11″, que aposta no mercado de finanças descentralizadas. A casa tem ainda um ETF com uma cesta de ativos cripto (HASH11), um de Bitcoin verde (BITH11) e um fundo de índice que investe totalmente em Ethereum (ETHE11).

O que são as plataformas de smart contracts?

As plataformas de smart contracts consistem em arquiteturas que têm capacidade de executar códigos computacionais complexos. Esses códigos, na prática, se comportam como contratos: um conjunto de instruções bem definidas que seguem regras rígidas de execução.

Uma vez registrados e assegurados pela blockchain, esses contratos trazem qualidades como transparência, segurança e a interoperabilidade com outros contratos diversos. Sobre essa estrutura, desenvolvedores de software são capazes de construir aplicações variadas – que são abertas, descentralizadas (DApps) e acessíveis por qualquer usuário da plataforma base.

PUBLICIDADE

A Hashdex explica que é através da interoperabilidade que novas aplicações podem usufruir da base sólida dos contratos previamente construídos, aumentando a velocidade das implementações. E a Web3.0 é um reflexo direto disso, permitindo também ao usuário ter total controle sobre seus dados, dinheiro e outros ativos digitais.

“Nesse novo paradigma, seja para assistir a filmes, pedir entregas ou para movimentações financeiras, você não precisa de intermediários porque a tecnologia blockchain garante a segurança das interações online”, afirma Kerbage, em nota.

Leia também:

Imposto de Renda 2022: como declarar NFT, Bitcoin e outras criptos

Mariana d'Ávila

Mariana d'Ávila

Redatora na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero, especializada em investimentos e finanças pessoais e com passagem pela redação do InfoMoney.

PUBLICIDADE