Brasil

IPCA-15 avança 0,95% em março, maior para o mês desde 2015

Segundo divulgação do IBGE nesta sexta (25), o indicador acumula alta de 2,54% no ano e, em 12 meses, de 10,79%

Prévia da inflação brasileira do terceiro mês do ano teve impacto dos preços da Alimentação
25 de Março, 2022 | 09:21 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg Línea — O IPCA-15, prévia da inflação oficial, teve alta de 0,95% em março, recuando levemente em relação aos 0,99% registrados no mês anterior com maior impacto do setor de Alimentação e Bebidas.

Conforme divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (25), nos últimos 12 meses, o indicador acumula alta de 10,79% e de 2,54% no ano.

Veja mais: Ucrânia quer declarar estado de emergência nacional

Inflação da comida

Segundo o instituto, o resultado do grupo Alimentação e bebidas (1,95%) foi influenciado principalmente pela alta dos alimentos para consumo no domicílio (2,51%). As principais contribuições vieram da cenoura (45,65%), do tomate (15,46%) e das frutas (6,34%). Houve ainda altas expressivas na batata-inglesa (11,81%), no ovo de galinha (6,53%) e no leite longa vida (3,41%).

PUBLICIDADE
  • Nas quedas, destaque para o frango em pedaços (-1,82%), cujos preços já haviam caído em fevereiro (-1,31%).

O grupo Saúde e cuidados pessoais ficou em segundo lugar, com a variação de 1,30% relacionada à alta dos itens de higiene pessoal (3,98%) e, em particular, dos perfumes (12,84%).

  • Houve ainda aumento de 0,83% nos produtos farmacêuticos e de 0,58% dos serviços médicos e dentários.
  • O item plano de saúde (-0,69%), segue em queda, devido ao reajuste negativo de -8,19% aplicado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no ano passado.

Inflação nas principais cidades

Todas as áreas pesquisadas tiveram alta em março. A maior variação ocorreu em Curitiba (1,55%), puxada pela alta de 6,47% nos preços da gasolina. Já o menor resultado foi registrado em Brasília (0,61%), influenciado pelas quedas nos preços das passagens aéreas (-13,23%) e da energia elétrica (-2,34%).

Leia também

Anitta é primeira brasileira a ter a música mais tocada do mundo no Spotify

Ana Siedschlag

Ana Carolina Siedschlag

Editora na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero e especializada em finanças e investimentos. Passou pelas redações da Forbes Brasil, Bloomberg Brasil e Investing.com.

PUBLICIDADE