Mercados

Dólar mantém queda e Ibovespa defende 119 mil pontos

Registro de inflação medido pelo IPCA-15, uma prévia do dado oficial cheio no fim do mês, surpreendeu até mesmo os mais pessimistas e superou as estimativas

Câmbio
25 de Março, 2022 | 03:31 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — O dólar (USD-BLR) manteve o movimento de baixa na tarde desta sexta, voltando a testar o nível de R$ 4,77 como no dia anterior, seguindo a tendência internacional favorável às moedas emergentes e ligadas a commodities. Já o Ibovespa (IBOV) teve um dia de forte oscilação e era negociado estável no meio da tarde seguindo o movimento das bolsas americanas.

  • O dólar era negociado a R$ 4,7618, com baixa de 1,2% às 15h25 (horário de Brasília);
  • O Ibovespa marcava 119.044 pontos, estável;
  • Nos EUA, o Dow Jones (INDU) subia 0,2%, enquanto o S&P 500 tinha alta de 0,2% e o Nasdaq 100 (NDX) caía 0,3;

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, voltou a repetir nesta sexta que o mais provável é que o ciclo de alta da Selic termine em maio.

O registro de inflação medido pelo IPCA-15, uma prévia do dado oficial cheio no fim do mês, surpreendeu até mesmo os mais pessimistas e superou as estimativas - o que leva o foco, mais uma vez, para as movimentações do Banco Central.

Contexto

O IPCA-15 teve alta de 0,95% em março, recuando levemente em relação aos 0,99% registrados no mês anterior com maior impacto do setor de Alimentação e Bebidas. Conforme divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (25), nos últimos 12 meses, o indicador acumula alta de 10,79% e de 2,54% no ano.

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Conforme Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, “estruturalmente, com um IPCA-15 acumulado em 12 meses de 10,8% não tem como afirmar que a divulgação foi benigna”. “Mas é fundamental apontar que o avanço dos núcleos olhados pelo BC perdeu ímpeto”, completou.

“Para o IPCA fechado do mês deveremos permanecer com perspectiva ao redor de 1,0% ao passo que itens relevantes que variação repetida vieram mais fracos e apostamos em uma repetição da taxa de perfumes para o fechamento do mês. Muito em breve mandaremos nossa curva atualizada. O ano deverá permanecer em 5,9%.”

No exterior, os investidores continuam a lidar com as ramificações da invasão e isolamento da Rússia, incluindo custos elevados de matérias-primas que alimentaram expectativas de inflação mais alta e aumentos mais agressivos das taxas de juros do Federal Reserve. Partes-chave da curva de juros do Tesouro dos EUA continuam a se achatar ou estão invertidas. Isso está agitando o debate sobre se o mercado de títulos está sinalizando uma forte desaceleração econômica ou mesmo uma recessão à frente.

(atualizado às 15h29 com cotações mais recentes)

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Kariny Leal

Kariny Leal

Jornalista carioca, formada pela UFRJ, especializada em cobertura econômica e em tempo real, com passagens pela Bloomberg News e Forbes Brasil. Kariny cobre o mercado financeiro e a economia brasileira para a Bloomberg Línea.

Toni Sciarretta

Toni Sciarretta

News director da Bloomberg Línea no Brasil. Jornalista com mais de 20 anos de experiência na cobertura diária de finanças, mercados e empresas abertas. Trabalhou no Valor Econômico e na Folha de S.Paulo. Foi bolsista do programa de jornalismo da Universidade de Michigan.